O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou na última sexta-feira, dia 4 de junho, uma ação cívil pública em que pede que o apresentador Sikêra Júnior seja condenado a reparar “dano moral coletivo decorrente de discurso de ódio às mulheres”. A ação se refere a um episódio ocorrido em 5 de junho de 2018, quando a âncora de programas policiais critérios usados expressões racistas e misóginas para se referir a uma mulher negra, presa sob custódia do estado da Paraíba. O Ministério Público quer que Sikêra indenize R $ 200 mil a mulher e pague mais R$ 2 milhões a entidades feministas ou de direitos humanos. O MPF também pede que o apresentador seja condenado a se retratar nas redes sociais e na TV Arapuan, emissora na qual as ofensas sido transmitidas. A gravação com o momento da ofensa pode ser encontrado nas redes sociais. Nela, o apresentador ao se refere a mulher, diz que ela tem “venta de jumenta”. “O desígnio do réu é claramente escarnecer a personalidade de uma mulher em situação de vulnerabilidade social (pobre, vítima das drogas e com a liberdade cerceada) que sequer pode exercer seu direito de resposta, por estar sob custódia do Estado”, apontado pelo Ministério Público Federal na ação. Em um segundo momento, de acordo com o MPF, Sikêra também faria ofensas a todas as mulheres ao afirmar mais de uma vez que “mulher que não pinta a unha é sebosa”. Desse modo, para o MPF, critério ferido a dignidade tanto da mulher a quem ofendia, e que teve seu rosto aplicação em um telão, à coletividade das pessoas do sexo feminino. A assessoria do apresentador foi procurada mais ainda não respondeu à reportagem.
FONTE/CRÉDITOS: Agora RN
Correio do Agreste