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Terça-feira, 18 de Agosto 2026
Brasil

Lava Jato poderá sofrer sequência de derrotas com alterações na composição da segunda turma do STF

A Operação Lava Jato, que ajudou o golpe do impeachment, a criminalização do PT e a destruição de empresas nacionais, prevê derrotas em série

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Lava Jato poderá sofrer sequência de derrotas com alterações na composição da segunda turma do STF
Fachada do STF, Ministro Dias Toffoli e Sérgio Moro (Foto: ABr | STF | Reuters)
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247 - No Supremo Tribunal Federal e no Ministério Público, é corrente a avaliação de que a autorização para o questionamento de delações premiadas e mudanças na composição da segunda turma da alta corte podem levar a Lava Jato a sofrer derrotas em série.

Apesar de o ministro Luiz Fux, futuro presidente do STF, ser um defensor do trabalho dos investigadores, sua gestão deve trazer danos a julgamentos relativos à operação.

 

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Reportagem do jornalista Matheus Teixeira na Folha de S.Paulo informa que há no Supremo uma articulação em curso para que o ministro Dias Toffoli, que deixará a presidência do STF em 10 de setembro, assuma o assento do ministro Celso de Mello na segunda turma a partir de novembro.

Com a nova formação da turma, haveria maioria, somando os votos dos ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, para dar decisões contrárias ao trabalho dos procuradores de primeira instância. A chegada de Toffoli à segunda turma poderia resultar em reveses à Lava Jato, esforço no qual já estariam empenhados os ministros Levandowski e Gilmar.

 

Atualmente, como o ministro Celso de Mello está ausente por questões de saúde, os votos de ambos têm sido suficientes para derrotar a Lava Jato. Em julgamento penal o empate favorece o réu, e os votos do ministro Edson Fachin e da ministra Cármen Lúcia acabam sendo derrotados ao divergir dos colegas.

Foi o que aconteceu, por exemplo, na sessão do último dia 25 de agosto, quando, por 2 a 2, o colegiado anulou, a pedido de pessoas implicadas pelos relatos, a colaboração premiada firmada pelo Ministério Público do Paraná com um ex-auditor fiscal, relata a reportagem.

 

Advogados têm a expectativa de que com a formação de nova maioria na segunda turma, sejam revistas decisões da Lava Jato contestadas pela ala garantista do direito.

 

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