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Justiça nega pedido de liberdade para “Gatinha da Cracolândia”, acusada de tráfico de drogas

Em agosto, Justiça já havia negado pedido para que prisão por tráfico fosse convertida em domiciliar, baseada em entendimento do STF que garante, desde 2018, a deten

Justiça nega pedido de liberdade para “Gatinha da Cracolândia”, acusada de tráfico de drogas
Lorraine Bauer, de 19 anos, conhecida como "gatinha da Cracolândia", segundo a polícia. Foto: Reprodução/Redes Sociais
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A Justiça de São Paulo negou um pedido de liberdade feito pela defesa da estudante Lorraine Bauer, de 19 anos, conhecida como “Gatinha da Cracolândia”, acusada de tráfico de drogas no Centro da capital paulista.

Na decisão, publicada na terça-feira (27), o juiz Gerdinaldo Quichaba Costa, da 13ª Vara Criminal de São Paulo, alega necessidade de garantia da ordem pública, “uma vez que a acusada foi presa em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, sendo que já respondia outro processo em relação ao mesmo delito.”

“Além disso, não é cabível a conversão da prisão preventiva em domiciliar na medida em que a denunciada descumpriu o mesmo benefício em outro processo recentemente, conforme informado às fls.12/13. Assim, indefiro os pedidos da Defesa”, diz o documento.

Em agosto, a Justiça já havia negado o pedido de prisão domiciliar para a estudante. A defesa, então, recorreu à segunda instância, com o pedido de liberdade, que agora foi negado.

Na ocasião, o advogado da jovem tinha ingressado com um pedido para que a prisão dela por tráfico fosse convertida em domiciliar, já que ela tem uma filha de 9 meses.

O pedido foi baseado em um entendimento de 2018 do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu conceder prisão domiciliar a presas sem condenação gestantes ou que forem mães de filhos com até 12 anos.

O caso foi julgado no dia 19 e considerado improcedente.

Prisão domiciliar

Lorraine Bauer está presa desde 22 de julho na carceragem do 89º Distrito Policial do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo.

Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu conceder prisão domiciliar a presas sem condenação gestantes ou que forem mães de filhos com até 12 anos.

Não podem deixar a prisão mulheres já condenadas e que cumprem pena; e também aquelas que, mesmo sem condenação, são suspeitas de crimes praticados com violência ou grave ameaça, contra os próprios filhos ou em situações “excepcionalíssimas”, a serem justificadas pelo magistrado que negar o benefício.

‘Gatinha da Cracolândia’

Lorraine Bauer é influenciadora digital e estudante de direito. Ela foi presa em 22 de julho em uma operação da Polícia Civil na Cracolândia, Centro de São Paulo, acusada de tráfico de drogas.

Imagens exclusivas da ação, obtidas pelo Fantástico, da TV Globo, à época da prisão, mostraram a jovem atuando na venda de drogas ao lado do namorado André Luís Santos Almeida, que também foi preso.

Durante o tempo em que os policiais ficaram infiltrados na Cracolândia, pelo menos 15 suspeitos foram identificados e presos, entre eles o casal Lorraine e André.

Em uma das imagens feitas pela polícia, Lorraine conta dinheiro depois de uma venda de crack, cenário bem diferente daquele que ela, como influenciadora, exibe nas redes sociais para seus mais de 50 mil seguidores, como viagens e momentos de lazer.

O advogado José Almir afirma que Lorraine não é traficante, como acusa a polícia.

De acordo com o delegado que conduz o caso, ela levava uma vida de ostentação com o dinheiro do crime na Cracolândia.

Família

O irmão de Lorraine publicou vídeos em uma rede social em 23 de julho em que diz que a jovem “se envolveu com pessoas erradas” e que “a família não vai passar a mão na cabeça” dela.

Lorruam Bauer afirmou que ela “vai pagar pelo que fez”.

De acordo com informações da polícia, o pai de Lorraine morreu baleado em uma tentativa de assalto em 2014, o que teria desestruturado a família.

Prisão

Lorraine foi presa em 22 de julho por uma equipe da 77º Distrito Policial na casa do namorado, em Barueri, na Grande São Paulo, e admitiu envolvimento no tráfico.

No momento da prisão, Lorraine indicou o local onde armazenava as drogas em um hotel na rua Helvétia, na Cracolândia. Ela também ajudava a abastecer os hotéis onde escondiam as drogas.

No local, as equipes encontraram produtos de crime e um esconderijo de drogas. O responsável pelo hotel foi conduzido à delegacia.

Em uma mochila havia 85 porções de maconha, 295 de cocaína e oito de crack. Também foram localizados 97 frascos de lança-perfume e 16 comprimidos de ecstasy e R$ 750 em dinheiro.

FONTE/CRÉDITOS: g1
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