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Judiciário nega prisão de policiais envolvidos na morte de Genivaldo Santos

Os agentes que participaram da abordagem que resultou na morte de Genivaldo

Judiciário nega prisão de policiais envolvidos na morte de Genivaldo Santos
A esquizofrenia da vítima já havia sido utilizada como prova em um processo judicial do ano de 2016. Reprodução/Redes Sociais
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Os agentes que participaram da abordagem que resultou na morte de Genivaldo são William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento

A Justiça Federal em Sergipe negou, nesta segunda-feira, 13, o pedido de prisão preventiva dos três policiais rodoviários federais envolvidos na morte de Genivaldo de Jesus Santos, em abordagem que resultou em morte por asfixia dentro de uma viatura, em 25 de maio deste ano.

A esquizofrenia da vítima já havia sido utilizada como prova em um processo judicial do ano de 2016, quando ele foi absolvido por ficar comprovada a incapacidade de entender o seu ato cometido na época. A ocasião se refere a uma abordagem de policiais militares, em que Genivaldo se recusou a ser revistado por não compreender o que os policiais pediam. Comportamento semelhante com o que foi visto nos vídeos que registraram a ocorrência na qual ele acabou morto.

O pedido de prisão preventiva foi apresentado pela defesa da família de Genivaldo, com alegação de fraude processual, uma vez que o relato dos envolvidos em boletim de ocorrência apresenta contradições com as imagens divulgadas sobre o caso.  A solicitação foi negada sob o argumento de que, nesta fase da investigação, apenas o Ministério Público Federal (MPF) ou a autoridade policial poderia requerer a prisão preventiva. A decisão foi obtida pelo jornal Metrópoles.

A defesa da família alega que existem obstáculos ao acesso à investigação, fato que o juiz Rafael Soares Souza, da 7ª Vara Federal de Sergipe, reconhece, a partir das provas apresentadas. O parecer apresentado pelo MPF, porém, recomenda apenas que a autoridade policial seja oficiada para disponibilizar os documento aos familiares.

Os membros da família da vítima foram inseridos no processo como assistentes de acusação. Dessa forma, não têm permissão para pedir a prisão provisória na fase de inquérito policial, apenas quando a queixa for apresentada, expõe o juiz.

Os agentes que participaram da abordagem que resultou na morte de Genivaldo são William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento.

A morte de Genivaldo

Genivaldo conduzia uma moto quando os integrantes da força de segurança deram ordem para que ele parasse. O homem acabou sendo morto depois que os agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) o colocaram em uma espécie de câmara de gás improvisada dentro da viatura. O assassinato aconteceu no último dia 25, em Umbaúba, Sergipe.

Os agentes foram afastados de suas funções após a abertura de investigações pela própria PRF e pela Polícia Federal. A PRF nega que a morte de Genivaldo tenha decorrido da violenta abordagem, mas laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) revela que a vítima morreu por asfixia.

FONTE/CRÉDITOS: agora rn
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