Nos últimos dias, hospitais privados de Natal e até Unidades de Pronto Atendimento (UPA) têm registrado queda nos atendimentos de pacientes com Covid-19. Para o médico infectologista Fernando Suassuna, membro do comitê científico da Prefeitura de Natal, a baixa na procura por atendimento têm relação, entre outros aspectos, com os efeitos da ivermectina na população.
No começo do mês de junho a ivermectina provocou uma verdadeira corrida da população natalense às drogarias e farmácias de manipulação. Era comum se ver em todas as regiões da cidade filas com centenas de metros formadas por clientes em frente a esses estabelecimentos em busca do medicamento.
Para o infectologista Fernando Suassuna, a queda nos atendimentos tem relação com dois fatores. “Primeiro com o uso da ivermectina há mais ou menos duas ou três semanas, mas também ao tratamento precoce e à profilaxia feita a nível dos planos de saúde, que fizeram seus protocolos, saíram na frente e começaram a fazer os antivirais precocemente com a cloroquina, azitrominica e ivermectina. Então, com isso, essa tendência é de queda. E também da ivermectina sim, porque durante esse período, de duas ou quatro semanas, começa o efeito da ivermectina modulando a imunidade das pessoas”, explica o infectologista.
Fernando Suassuna ressalva, no entanto, que sua conclusão sobre a relação da ivermectina com a redução nos atendimentos em Natal não é um dado científico, mas uma análise sua como médico. “A gente não tem como provar nada, mas acha que são esses dois fatores”.

Correio do Agreste