“Se Rafael Motta não tivesse posto sua candidatura ao Senado Federal eu teria mais chances de ganhar”, afirmou o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), ao avaliar que a candidatura do deputado federal e líder potiguar do PSB, Rafael Motta, ao Senado Federal, dividiu os votos da esquerda no Rio Grande do Norte, o que favoreceu a vitória do bolsonarista Rogério Marinho (PL).
De acordo com Carlos Eduardo, “porque Fátima Bezerra e Lula tiveram mais de 1 milhão de votos, né? E eu teria tido muito mais chances de ganhar, porque seria uma chapa Lula, Fátima Bezerra e Carlos Eduardo Alves. Eu não dividiria votos com ninguém, assim como Fátima Bezerra não dividiu com ninguém. Eu teria a chance”, disse em entrevista ao AGORA RN, nesta quinta-feira 06.
De acordo com Carlos Eduardo Alves, “eu acho que Bolsonaro teve apenas um candidato aqui no Rio Grande do Norte, que foi Rogério Marinho. E Lula teve a mim, mas (com a candidatura de Rafael Motta) houve a divisão de votos e quem se beneficiou disso foi Rogério. É uma pena”, lamentou.
Em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo AGORA RN, o presidente estadual do PT, o ex-deputado estadual Júnior Souto, avaliou que derrota de Carlos Eduardo Alves, aliado da governadora reeleita Fátima Bezerra (PT), para Rogério Marinho, foi devido à estratégia da oposição estadual, que conseguiu dividir os votos do campo governista, através da candidatura de Rafael Motta.
De acordo com Júnior Souto, “ficou evidente que Rogério Marinho é um personagem político indesejado do povo do Rio Grande do Norte. Ele ganhou pela divisão dos votos que se opunham ao seu projeto. Se nós tivéssemos unificado taticamente a eleição. A população deixou claro que não desejava Rogério. É só fazer a soma das duas candidaturas e ver que claramente a gente teria construído uma vitória eleitoral de um outro projeto. Infelizmente a disputa aconteceu e viabilizou. Na verdade, ele não é uma expressão da política, desejada pela vontade popular. Rogério é uma circunstância do jogo, das forças e das divisões táticas que produziram essa questão”, pontuou.
SILÊNCIO
A reportagem do AGORA RN procurou nesta quinta-feira 6, às 9h56, o deputado federal Rafael Motta (PSB), mas não tivemos respostas até o fechamento deste texto às 16h00.
Também enviamos mensagens às 10h26 e às 15h31, para a assessoria de Imprensa do deputado, mas sem sucesso.

Correio do Agreste