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Há um mês em greve, médicos de Natal se reúnem em assembleia

Presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, afirma que a greve compromete o atendimento nas unidades, mas reconhece a necessidade do movimento para alcanç
Há um mês em greve, médicos de Natal se reúnem em assembleia
Ao longo de 30 dias, médicos organizaram protestos pela cidade

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A greve dos médicos de Natal completa um mês nesta quarta-feira, 18. A paralisação da categoria se sustenta em três pontos principais: pagamentos de gratificações, implementação da tabela de 2019 do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) e melhoria das condições de trabalho nas unidades do município.

Ao longo dos 30 dias de mobilização, os médicos se reuniram com o secretário de Saúde de Natal, George Antunes, para tentar negociar uma solução e encerrar a greve. As reivindicações também foram apresentadas à titular da Secretaria de Administração (Semad) Adamires França, que foi a ponte entre a categoria e o prefeito Álvaro Dias, que também é médico.

Os grevistas também fizeram protestos pela cidade com o objetivo de chamar a atenção da população. Na semana passada, os médicos organizaram uma carreata seguida de um buzinaço, que passou pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Praia do Meio e Praia da Redinha.

Um protesto chamado de “Vassourada pela Saúde” também foi convocado pelo Sinmed. Na ocasião, os médicos varreram o calçadão da Rua João Pessoa, onde fica localizado a sede da prefeitura, em um ato simbólico de cobrança ao Executivo local. Segundo o presidente do sindicato, Geraldo Ferreira, a promessa é intensificar as mobilizações.

Ainda de acordo com o Sinmed, a Prefeitura convocou aprovados em concurso no fim de 2018 para a rede pública do município. O edital do certame previa remuneração baseada em salário mais gratificação. No entanto, as gratificações não foram pagas desde então. Cerca de 100 médicos foram convocados e 20 pediram demissão, em um ano. Profissionais de uma cooperativa foram contratados para suprir o deficit no quadro de servidores.

“Esse foi o estopim para a greve. Contratar médicos por R$ 16 mil e não pagar as gratificações aos profissionais do município. É um absurdo. Juntando tudo, a prefeitura deve aproximadamente R$ 50 mil em gratificações a cada médico”, ressaltou Geraldo Ferreira.

Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed. Foto: José Aldenir/Agora RN

O presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, afirma que a greve compromete o atendimento nas unidades ao prejudicar a população, mas reconhece a necessidade do movimento para alcançar os objetivos do grupo. Na entrevista a seguir, ele detalha a situação:

Além do pagamento das gratificações, o que o Sinmed espera conseguir com essa manifestação?

O acordo que foi feito em 2018, previsto no Plano de Cargos, Carreiras, Salários e Vencimentos, que garantia um reajuste gradual de 10% nos salários, até 2022, não foi cumprido. Além disso, as unidades de saúde estão sucateadas com equipamentos quebrados e sem medicamentos simples como Dipirona e Paracetamol. Em alguns locais chegou a faltar até alimentação para pacientes e acompanhantes. O prefeito disse hoje em uma entrevista que fechou um acordo para encerrar a greve, mas isso é mentira, esperamos negociar diretamente com ele.

Que serviços deixam de ser prestados à comunidade por causa da greve?

A gente tem tomado todo o cuidado porque a população não pode ser sacrificada. Suspendemos o que pode ser suspendido para não colocar a vida das pessoas em risco. Foram suspensos o PSF, que é o atendimento às famílias, além de consultas agendadas com especialistas. UPAs, Samu, maternidades e hospital municipal estão com uma redução no corpo clínico. Serviços de urgência estão mantidos.

Quais os próximos passos da greve?

Nós estamos entrando na Justiça pedindo uma liminar para que bloqueiem o dinheiro da Prefeitura para pagar os médicos porque não dá para acreditar quando o prefeito Álvaro Dias diz que não tem dinheiro. Ele está despejando dinheiro nessa verdadeira farra musical que estão fazendo contratando artistas de fora para se autopromover. Nós vamos endurecer a greve com protestos nos shows do Natal em Natal com cartazes e faixas até ele negociar.

A secretária de Administração de Natal, Adamires França, informou que o prefeito Álvaro Dias e o secretário de Saúde, George Antunes, estiveram reunidos juntamente com representantes dos médicos para costurar um acordo e pôr fim à greve ainda nesta quarta-feira, 18, na contramão da versão do Sinmed, que assegurou a continuidade do movimento. A reportagem do Agora RN tentou entrar em contato com o titular da SMS, George Antunes, mas não foi atendida. O espaço permanece aberto.

Fonte

agorarn

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