O ex-presidente do América, Eduardo Rocha considera a equipe de 1998 um grande “esquadrão”
O estádio João Machado foi o palco final onde as estrelas americanas brilharam. Mais de 24 mil americanos estavam na arquibancada vivendo a expectativa do título. A cidade parou no jogo e depois na festa que se seguiu.
“A conquista representa o coramento de uma fase áurea do América. Nós vínhamos de um acesso em 1996 com um time com muitos jogadores da casa e essa era a primeira vez que o futebol potiguar ascendia de série disputando em campo, fomos vice-brasileiro da Série B. Em 1997 fizemos uma boa campanha seguimos na Série A para 1998, que começaria em agosto e antes disso fomos campeões do Nordeste em cima do melhor time do futebol nordestino”, relembra o então presidente do clube, Eduardo Rocha.
Na fase inicial os dois melhores clubes de cada grupo, se classificavam para a fase seguinte. A equipe americana participou do Grupo C juntamente com Botafogo-PB, Náutico-PE e Fluminense-BA. O América se classificou na segunda colocação com 10 pontos, atrás apenas do Botafogo com 13.
Na segunda fase do Regional, O time comandado pelo “Rei Arthur” participou do Grupo F juntamente com ABC-RN, Santa Cruz-PE e Ceará-CE. Foram 15 pontos somados e a vaga na final garantida para enfrentar o Rubro-negro da “boa terra”.
No primeiro jogo da decisão, em Salvador, a equipe potiguar perdeu por 2 x 1. Os gols foram marcados por Evando e Flávio para o Vitória-BA, e Leonardo descontando para o América-RN. “Foi um jogo complicado, com muita chuva, ameaça de interrupção por causa de problemas de energia elétrica e no finalzinho tomamos um gol num escanteio. Mas naquele momento eu, que estava com a delegação, já dizia que aquele placar era reversível e assim foi em Natal”, conta Eduardo Rocha.
O Vitória jogava pelo empate, mas o time potiguar, com a força da torcida, venceu por 3 x 1. Os gols americanos foram anotados por Biro Biro, Paulinho Kobayashi e Carioca. Flávio descontaria para os baianos. “Tivemos um primeiro tempo avassalador com quase 25 mil pagantes fora as gratuidades. Lá não tinha menos de 30 mil pessoas. Era a maior renda da competição até então. Antes da partida chamei o capitão e disse que a metade da renda seria deles”, revela.
Na sua campanha rumo ao título, o alvirrubro venceu nove partidas, empatou uma e perdeu quatro. A competição tinha a participação de dezesseis equipes agrupadas em quatro chaves com quatro clubes cada que se enfrentavam em jogos de ida e volta. O jogador alvirrubro, Paulinho Kobayashi, foi o artilheiro da competição com nove gols. “A maior conquista dessa época é que, além do título, muitos torcedores que tinham 10, 12 anos naquela época se tornaram americanos e isso causou um crescimento absurdo da torcida do América, que hoje é a maior do Estado, basta ver os números de público das partidas nas mais variadas competições. Foi um momento de glória e eu parabenizo a toda diretoria que só é lembrada nos fracassos, mas faz parte da cultura do futebol, até porque quem ganha o jogo são os jogadores”, conclui o ex-presidente.
NÚMEROS
Relembre a campanha
Primeira fase
Náutico 0x1 América
Fluminense 1x1 América
América 3x2 Botafogo
América 0x1 Fluminense
Botafogo 3x1 América
América 5x0 Náutico
Segunda fase
ABC 0x4 América
América 3x0 Santa Cruz
América 2x0 Ceará
Ceará 1x2 América
América 2x1 ABC
Santa Cruz 3x1 América

Comentários: