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Greve dos professores da rede estadual começa com adesão gradual

Segunda-feira (9) é prazo máximo para uma contraproposta do governo, se acordo não for feito categoria permanece em greve
Greve dos professores da rede estadual começa com adesão gradual
Para os menores de idade, a greve ainda será comunicada após reunião com os responsáveis dos estudantes menores de idade

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Após iniciada nesta quinta-feira (5), a greve dos professores da rede estadual de ensino começou sem grande adesão da categoria profissional. O primeiro dia de paralisação foi utilizado para discutir o movimento grevista com os alunos.

Para os alunos maiores de idade, o informe foi feito pelo corpo docente das escolas que optaram pela adesão à greve. Para os menores de idade, a greve ainda será comunicada após reunião com os responsáveis dos estudantes menores de idade.

Segundo a Secretaria de Educação e Cultura do Estado (SEEC), ainda não há um panorama de quantas escolas aderiram à paralisação. A pasta também informou que a decisão tem sido gradual entre o corpo docente das instituições.

A reportagem do Agora RN visitou alguns colégios de ensino médio na tarde desta quinta-feira, para constatar o posicionamento da gestão diante deste cenário. Na Escola Estadual Anísio Teixeira, os professores do turno matutino decidiram aderir parcialmente à greve, enquanto no vespertino a adesão foi total, tendo ocorrido ainda aula normalmente durante o dia.

Para Golbery Lucas, 41, vice gestor da instituição, além do reajuste, professores também reivindicam melhorias na condição de ensino e desconforto com a reforma da previdência.

Já na Escola Estadual e Centro de Treinamento Edgar Barbosa, a decisão foi por paralisação total nas 18 turmas do turno matutino, enquanto nas seis turmas do turno vespertino as aulas serão de 30 minutos em todas as disciplinas. O gestor da instituição e professor de educação física, Joadson Martins, se diz insatisfeito com a proposta do governo e aguarda uma decisão mais digna à categoria.

Na Escola Estadual Wiston Churchill, que funciona em tempo integral, as aulas também ocorreram normalmente durante esta quinta, tendo os educadores conversado com os alunos sobre a greve. Segundo a direção do colégio, apenas cinco professores, das disciplinas português, matemática e física, aderiram à paralisação.

“A escola segue a cartilha que rege os direitos do professor, estando esse assegurado por lei a agir como o sindicato deliberar” explica Fernando Júnior, 31, professor de sociologia e gestor da instituição.

A greve

Após a rejeição da proposta do governo, apresentada em reunião na última terça-feira (03), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte) do RN optou por deflagrar, nesta quinta-feira (05), a greve dos professores em todo o estado. Dentre as reivindicações estão a cobrança pelo reajuste de 12,84% nos salários dos professores, além do pagamento retroativo referente a janeiro e fevereiro. Nos colégios estaduais da capital potiguar, professores tem se reunido para decidir o funcionamento das instituições.

Segundo o Sinte, a proposta apresentada pelo governo é de pagar o reajuste nos meses de julho, agosto e dezembro, para os trabalhadores ativos, e nos meses de agosto, outubro e dezembro para os aposentados. Já as parcelas do retroativo seriam pagas apenas em 2021 e 2022. A categoria não concordou com a sugestão e optou pela deflagração da greve.

Segundo José Teixeira, coordenador-geral do Sinte, o governo deve analisar novas propostas e apresentar uma resposta até segunda-feira (9), caso a categoria não entre em acordo a greve continua. “A nossa proposta (do Sinte) é pagar o ajuste em abril, junho e agosto, tanto para ativos quanto aposentados, e de outubro a março do ano que vem fazer o parcelamento do retroativo” explica o sindicalista.

Fonte

AGORA RN

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