O Governo do Estado irá instalar em Mossoró, até o fim de 2020, a primeira Casa Abrigo estadual. A instituição poderá receber mulheres em risco de vida de 165 municípios do Rio Grande do Norte. A gestão da casa, que levará o nome da militante Anatália Alves, será dividida entre o Governo, representado pela Secretaria de Estado do Trabalho, da Habilitação e da Assistência Social (Sethas), e o Centro Feminista 8 de Março. O investimento na ação é de 527 mil. O termo de cooperação para viabilizar a implantação da casa foi assinado pela governadora Fátima Bezerra na tarde desta quarta-feira (7), na sede do CF 8 de Março.
A decisão do Governo pela inclusão da Casa Abrigo nos planos emergenciais do período pandêmico se deu por conta do crescimento da violência contra as mulheres. A Casa Abrigo poderá receber até 20 mulheres e seus filhos, oferecendo apoio psicossocial e jurídico, segurança alimentar e apoio para reinserção familiar e comunitária. A ação é parte de programa RN Chega Junto, lançado pelo Governo do Estado durante a pandemia, que está aplicando R$ 8,8 milhões em seis ações emergenciais de assistência. E também se une a outras ações do Governo no âmbito da defesa da mulher, como o Núcleo de Combate ao Feminicídio, a Patrulha Maria da Penha e a Delegacia Virtual, entre outras.
O período inicial de acolhimento na casa é de 90 dias, podendo ser ampliado de acordo com cada caso. Mossoró foi escolhida para a instalação porque Natal e Parnamirim já possuem estruturas semelhantes, atendendo assim o interior do RN. “A capacidade técnica do Centro 8 de Março, além de sua história em Mossoró e no estado, credencia a instituição para esse trabalho conjunto que faremos”, destacou a secretária de Estado do Trabalho, da Habilitação e da Assistência Social, Iris Oliveira. “Essa ação é parte da proteção que as mulheres precisam ter. A Casa Abrigo é para ficar”, completou Eveline Guerra, titular da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh).

Correio do Agreste