O aumento da gasolina tem feito com que motoristas optem por instalar o kit-gás em seus veículos. De acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), somente no primeiro semestre de 2021, as instalações do Gás Natural Veicular (GNV) cresceram 64% no Brasil e 70% no estado do Rio de Janeiro. O crescimento da demanda acende um alerta sobre quais cuidados é preciso ter na hora da instalação, ou ainda, se é realmente vantajoso trocar a gasolina e o etanol pelo GNV.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Rio de Janeiro (Sindirepa-RJ), Celso Mattos, é preciso procurar uma oficina homologada junto ao Inmetro para fazer a instalação do kit-gás. “É muito fácil ter acesso a essa informação. Basta realizar uma pesquisa em buscadores da internet que vai aparecer uma lista de oficinas cadastradas”, diz.
Além disso, Celso aponta que é importante que o motorista opte por comprar equipamentos novos e originais e que faça a manutenção no tempo recomendado. “É importante não aceitar o cilindro usado e fazer as manutenções regulares, pois fazendo com a periodicidade necessária se garante mais segurança”.
Outro ponto que Celso destaca é que o consumidor peça a nota fiscal e não tente economizar em nome da segurança dele e das demais pessoas. Geralmente, um kit gás de terceira geração custa entre R$2.500 a R$ 3 mil. Já o de quinta geração, o mais moderno, varia entre R$ 4 mil a R$ 5 mil.
“Não temos registros de acidentes com GNV em que a pessoa tenha feito todos os procedimentos corretamente. Em todos os casos em que ocorreram acidentes, os equipamentos foram instalados por empresas que não eram legalizadas, eram furtados ou oriundos de carros que foram incendiados. A diferença entre um kit totalmente original e um que use peças que não são novas gira em torno de R$500. É uma economia que não vale a pena”, conta.
O professor do curso de Engenharia Mecânica do Ibmec-RJ, Marcos Feghali, também ressalta que o motorista deve está com o carro em bom estado para fazer a instalação do kit gás. “Não se deve usar a conversão para solucionar o problema do carro. Primeiro é preciso está com o carro ok para, aí sim, realizar a conversão”, aconselha.
Feghali também alerta para o fato que o motorista não deve tentar consertar nada do veículo por conta própria. “Quando tiver rodando com o carro não tente fazer nenhum tipo de conserto por conta própria e nem com mecânico que não é especialista em gás. O kit é muito seguro quando você trabalha dentro das regras”, diz.

Correio do Agreste