A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), utilizou as redes sociais para reforçar as medidas de isolamento como principal "arma" no combate ao avanço do novo coronavírus no estado. Além disso, em um vídeo de cerca de dois minutos, a líder do Executivo alertou para o crescimento de casos confirmados nos próximos dias.
"Quero me dirigir a toda a população do RN, em especial às prefeitas e aos prefeitos do nosso Estado, fazendo o apelo para que entendam a gravidade do momento e colaborem com o cumprimento das medidas de isolamento social", declarou.
Em seguida, a governadora destacou que o pior momento da doença ainda vai chegar ao RN. "Essas medidas respondem às normas da Organização Mundial de Saúde, ao Ministério da Saúde, aos especialistas em saúde do nosso Estado e, mais do que nunca, precisam ser seguidas com todo rigor, considerando que o período previsto para o aumento de casos no nosso Estado ainda deverá se dar nos próximos dias", acrescentou.
Fátima seguiu com a mensagem e ainda citou exemplos de fora do Brasil para endossar a necessidade de cumprimento das medidas de isolamento social. "Precisamos mais do que nunca de senso de coletividade. Vejam o caso da Espanha, Itália, EUA. O momento agora é de ter foco, responsabilidade e união para conter a proliferação do vírus e evitar o colapso do sistema de saúde", continuou.
Por fim, a governadora voltou a chamar a atenção dos prefeitos dos municípios do estado para o combate à Covid-19. "O número de infectados, de casos graves e de mortes depende de cada um de nós. Em especial, da nossa determinação e coragem de Governo e Prefeituras juntos, para fazermos o que tem que ser feito. É nosso dever, é nossa obrigação cuidar da vida das pessoas. Mesmo aquelas que ainda não estão entendendo a gravidade do momento. Fique com Deus", finalizou.
Nesta segunda-feira (6), a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou que o RN tem 246 casos confirmados de coronavírus, com sete óbitos. Além disso, o estado tem 2.363 casos suspeitos e 774 descartados. Dos óbitos, a maioria foi de mulheres com mais de 59 anos, segundo a secretaria de Saúde.

Correio do Agreste