Em agenda na Espanha desde o início da semana, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), esteve nesta quarta-feira (4) na cidade de Puertollano, distante 241 quilômetros de Madri, onde se reuniu com dirigentes da indústria de eletrolisadores Acciona Nordex Green Hidrogen, S.L. No local, Fátima assinou Memorando de Entendimento para o desenvolvimento de cadeia industrial de hidrogênio de baixo carbono e captação de energias eólica e solar no Rio Grande do Norte.
Eletrolisadores são equipamentos imprescindíveis para a produção de hidrogênio verde. Em Puertollano, a comitiva do RN visitou a planta de eletrolisadores e o laboratório de desenvolvimento da Nordex.
“Estamos dando mais um passo importante para alavancar o nosso Estado nas energias limpas. Assinamos o memorando com a Nordex que vai possibilitar toda a cadeia de produção de hidrogênio verde contemplando a estrutura do nosso porto indústria”, afirmou a governadora.
O coordenador de Desenvolvimento Energético da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Hugo Fonseca, explicou que a Nordex desenvolve tecnologia própria para produção de hidrogênio verde e isso vai reduzir custos na instalação da cadeia industrial e na cadeia de produção.
“É o primeiro memorando que a empresa assina com um governo brasileiro. Para o RN isso é muito importante e vai impactar em todo o País”, declarou Hugo Fonseca.
Em Puertollano, a governadora esteve acompanhada dos secretários Jaime Calado (Desenvolvimento Econômico) e Guilherme Saldanha (Agricultura) e da assessora especial Guia Dantas.
A empresa
Em abril de 2016, a Acciona Windpower fundiu-se com a empresa alemã Nordex para se tornar um dos principais fabricantes mundiais de turbinas eólicas e equipamentos para energias limpa. A Acciona é hoje a principal acionista do Grupo Nordex.
No mercado brasileiro desde 2013, e com sede em São Paulo, o Grupo Nordex produz torres de concreto para turbinas em suas próprias fábricas. A grande maioria das torres de concreto da empresa tem material adquirido localmente, reduzindo custos de transporte associados à produção remota e criando cerca de 250 empregos por fábrica de torres de concreto.
Além das oportunidades para o desenvolvimento econômico local, a pegada de carbono das torres da Nordex é 40% menor em comparação com torres de aço da mesma altura. A empresa também utiliza pás de rotor fabricadas localmente no Brasil. Isto torna possível atender aos requisitos locais de criação de valor.

Correio do Agreste