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Domingo, 16 de Agosto 2026
Saúde

Família acusa hospital em Extremoz de negligência por morte de bebê

Uma família da cidade de Extremoz, acusa o hospital municipal da cidade de negligência no caso de uma bebê

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Família acusa hospital em Extremoz de negligência por morte de bebê
Foto: Reprodução/TV Tropical
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Uma família da cidade de Extremoz, acusa o hospital municipal da cidade de negligência no caso de uma bebê que nasceu morta pouco tempo depois dos exames constatarem que a menina estava bem de saúde. 

Ainda muito abalada, a mãe da recém-nascida pediu pra não ser identificada. Dois dias após receber alta, ela agora tenta conviver com a dor da perda da filha. Mãe de um menino de 7 anos, ela conta ainda que a bebê foi planejado e muito esperada pela familia toda. "Nós três escolhemos o nome. Era Laís. A minha Laís", conta a mulher. 

A mulher teria entrado em trabalho de parto na última quinta-feira (18), quando foi levada para o hospital municipal de Extremoz. Elizama Silva, mãe da gestante e avó da criança, conta que a médica do plantão, avaliou a grávida mas como a dilatação era pequena, dois centímetros, mandou ela de volta pra casa. "Em casa, as dores aumentaram e a gente voltou pro hospital e eu insisti pra que a minha filha fosse encaminhada para uma maternidade, mas a médica disse que continuava com a mesma dilatação e mandou voltar, mas a gente preferiu ficar. Só depois de muita insistência é que encaminharam pra uma maternidade em Macaíba, conta Elizama.  

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Anne Silva é cunhada da gestante e diz que ao chegar na maternidade de Macaíba, ela foi submetida a uma cesariana, mas a criança morreu pouco tempo depois de nascer. Na certidão de óbito entre as causas da morte estavam parada cardíaca e asfixia grave ao nascer. "Eu pedi que ela encaminhasse para a maternidade porque lá ela ia ser atendida por uma obstetra, mas a médica alegou que ia ser o mesmo procedimento. Ela então disse que ia colocar que ela estava com 5 centímetros de dilatação para a maternidade atender. Mas não adiantou. Voltamos com a minha sobrinha no caixão", lamentou Anne. 

O diretor do Hospital Municipal de Extremoz, Vinicius Cavalcante, lamentou a morte da criança e disse que o hospital, só faz partos normais em situação de emergência e agiu dentro das normas. "Aqui nós não fazemos parto, a não ser que seja uma urgência,  quando a paciente chega em período expulsivo, e a partir daí a gente conduz o parto dessa gestante. O que aconteceu com essa gestante em especial, foi feito o exame físico do bebê. Elas estavam bem. Ela estava com dilatação que ainda não se considera em trabalho de parto, de 2 centímetros, e foi direcionada para casa" explicou o diretor. 

Emocionado Cleverlan Silva, pai da bebê, diz que a dor de perder a Laís é uma dor que nunca vai passar. "O luto vai ser todos os dias. Eu posso ter mais três, quatro, cinco filhos, mas nunca vai ser igual a Laís", lamentou Cleverlan. 

FONTE/CRÉDITOS: Portal da Tropical

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