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Sábado, 15 de Agosto 2026
Brasil

Ex-comandante militar do Planalto, general ameaçou PMs com "banho de sangue" caso acampamento bolsonarista fosse desmontado

Segundo relatos de policiais à Corregedoria da PM, o general ameaçou com "banho de sangue" quem tentasse agir contra os golpistas acampados em frente ao quartel do Exército

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Ex-comandante militar do Planalto, general ameaçou PMs com
Gustavo Henrique Dutra de Menezes (Foto: Reprodução (Exército))
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Demitido na semana passada do comando militar do Planalto pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes foi alvo de relatos duros feitos por policiais militares à Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal após a noite de 8 de janeiro, dia em que terroristas bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

Segundo Guilherme Amado, do Metrópoles, policiais contaram que quando tentaram desmobilizar o acampamento bolsonarista montado em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília na noite de 8 de janeiro, foram impedidos por Dutra de Menezes.

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O general teria ido além de impedir a ação policial, fazendo uma ameaça aos agentes: se a operação fosse levada adiante, haveria um "banho de sangue". "A frase chocou os policiais. Se haveria um 'banho de sangue', só havia duas hipóteses: ou o general acabara de admitir que o Exército tinha conhecimento de que havia bolsonaristas armados no acampamento que diziam ser 'familiar' ou ele estava sugerindo que seriam os próprios militares quem disparariam contra os policiais", explica a reportagem.

 Os policiais perguntaram ao militar se ele estaria sugerindo que havia no acampamento pessoas armadas. Ele mudou o tom e o rumo da conversa, dizendo que se referia a possíveis acidentes que poderiam ocorrer durante a ação da PM. A explicação do general não convenceu os policiais militares, que continuaram avaliando a declaração de Dutra de Menezes como uma ameaça a quem tentasse agir contra os golpistas abrigados no acampamento.

FONTE/CRÉDITOS: 247

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