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EUA voltam a registrar mais de mil mortes por dia por Covid pela primeira vez em cinco meses

Aumento nas mortes ocorre em meio a uma campanha de vacinação estagnada e lotação dos hospitais

EUA voltam a registrar mais de mil mortes por dia por Covid pela primeira vez em cinco meses
Paciente com Covid-19 é transferido de hopital em Miami Foto: CHANDAN KHANNA / AFP
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Os Estados Unidos registraram 1.017 mortes pela Covid-19 na terça-feira, o equivalente a cerca de 42 óbitos por hora, de acordo com a contagem da Reuters, à medida que a variante Delta continua a devastar partes do país com baixas taxas de vacinação. As mortes relacionadas ao coronavírus aumentaram nos EUA no último mês, com uma média de 769 por dia, o maior número desde meados de abril. Ao todo, desde o início da pandemia, 623 mil americanos morreram por causa da doença, mais do que em qualquer outro país. A última vez que os EUA registraram mais de mil mortes diariamente foi em março. A situação atual levou o governo do presidente Joe Biden a confirmar, na noite de terça-feira, que planeja prolongar as exigências para os viajantes usarem máscaras em aviões, trens e ônibus, e também em aeroportos e estações de metrô até meados de janeiro. Como em muitos outros países, a variante Delta tem apresentado um grande desafio para contenção dos contágios. Autoridades americanas começaram a acelerar a vacinação diante da ameaça renovada, com a média de doses aplicadas aumentando em 14% nos últimos sete dias. Cerca de 60% do país já receberam ao menos uma dose da vacina, enquanto 50% da população está completamente imunizada com as duas doses.

Comunidade afegã de Los Angeles e seus apoiadores fazem vigília pelo em Los Angeles. A vigília homenageia o povo afegão e as vidas que foram perdidas nos últimos 20 anos durante a guerra no Afeganistão Foto: RINGO CHIU / REUTERS

Comunidade afegã de Los Angeles e seus apoiadores fazem vigília pelo em Los Angeles. A vigília homenageia o povo afegão e as vidas que foram perdidas nos últimos 20 anos durante a guerra no Afeganistão Foto: RINGO CHIU / REUTERS

Afegãos lotam o interior de uma aeronave de transporte C-17 Globemaster III da Força Aérea dos EUA, levando cerca de 640 afegãos de Cabul, Afeganistão, para o Qatar Foto: US AIR FORCE / via REUTERS

Afegãos lotam o interior de uma aeronave de transporte C-17 Globemaster III da Força Aérea dos EUA, levando cerca de 640 afegãos de Cabul, Afeganistão, para o Qatar Foto: US AIR FORCE / via REUTERS

Porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, participa da primeira coletiva de imprensa em Cabul, após sua tomada de controle do Afeganistão Foto: HOSHANG HASHIMI / AFP

Porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, participa da primeira coletiva de imprensa em Cabul, após sua tomada de controle do Afeganistão Foto: HOSHANG HASHIMI / AFP

Rodovia, em Wellington, é vista vazia durante bloqueio decretado em toda Nova Zelândia, para conter a circulação de nova variante do coronavírus Foto: MARTY MELVILLE / AFP

Rodovia, em Wellington, é vista vazia durante bloqueio decretado em toda Nova Zelândia, para conter a circulação de nova variante do coronavírus Foto: MARTY MELVILLE / AFP

Muçulmanos xiitas iraquianos durante a comemoração xiita de Ashura. São dez dias de luto começando no primeiro dia de Muharram, data da morte do neto do profeta Maomé, Imam Hussein, no século 7 Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP

Muçulmanos xiitas iraquianos durante a comemoração xiita de Ashura. São dez dias de luto começando no primeiro dia de Muharram, data da morte do neto do profeta Maomé, Imam Hussein, no século 7 Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP

Terremoto de magnitude 7,2 causa destruição em Les Cayes, Haiti Foto: HENRY ROMERO / REUTERS

Terremoto de magnitude 7,2 causa destruição em Les Cayes, Haiti Foto: HENRY ROMERO / REUTERS Apesar do aumento da imunização, o país ainda lida com a baixa procura pela vacina e o negacionismo de grupos sociais. Na faixa etária de 18 a 39 anos, menos de 50% completaram o ciclo vacinal, segundo o Centro de Controle e Doenças e Prevenção (CDC). Embora governos locais e empresas tenham, inicialmente, oferecido incentivos como dinheiro e prêmios para as pessoas serem vacinadas, o surto de casos atual fez com que algumas empresas e estados passassem a exigir que os seus trabalhadores se vacinem se quiserem manter seus empregos. Apesar disso, os hospitais dos EUA continuam a lotar com novos pacientes, já que as hospitalizações relacionadas à Covid-19 aumentaram em cerca de 70% nas duas últimas semanas. O país relatou mais de 100 mil novos casos por dia em média nos últimos 12 dias, o maior número em seis meses. O Sul dos EUA continua sendo o epicentro do surto atual da doença, com a Flórida contabilizando um recorde de cerca de 26 mil novos casos na semana passada. O número de crianças hospitalizadas com a Covid-19 está aumentando em todo o país e já chegava a 1.834 na manhã de terça-feira, de acordo com dados do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, uma tendência que os especialistas em saúde atribuem à variante Delta ser mais infecciosa em crianças do que a cepa Alfa original.

FONTE/CRÉDITOS: O Globo
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