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Quinta-feira, 14 de Maio de 2026
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'Eles estavam desnorteados, pegando qualquer coisa que pudesse gerar algum valor', diz vítima de arrastão na Cracolândia

Vídeos mostram grupo quebrando vidros de carros e saqueando motoristas na Alameda Nothmann e na Rua Helvétia; região concentra diversos usuários de dr

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Por Portal Correio do Agreste
'Eles estavam desnorteados, pegando qualquer coisa que pudesse gerar algum valor', diz vítima de arrastão na Cracolândia
Vítima relata arrastão na Cracolândia, no Centro de SP — Foto: Reprodução/TV Globo
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Um motorista que foi vítima do arrastão que ocorreu na região da Cracolândia, no Centro de São Paulo, na tarde desta terça-feira (8), relatou como a ação ocorreu. Ele disse que o grupo queria, principalmente, aparelhos celulares e dinheiro, mas levaram também garrafas de água e outros itens de menor valor.

"O item que eles mais pediam era o celular. Me pediram o celular umas quatro, cinco vezes. Mas o celular foi o primeiro item que levaram. (...) Então eles começaram a recolher o que eles viam. Pegaram até uma bolsa térmica que só tinha águas e bebidas para o meu próprio consumo. Eles estavam desnorteados, pegando qualquer coisa que pudesse gerar algum valor”, recorda.

A vítima conta que não tinha nada visível no carro, e incialmente não achou que seria atacado. Mas foi surpreendido com uma pancada na lateral do veículo, que quebrou o primeiro vidro.

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"Foi quando quebrou o primeiro vidro e esse vidro cortou superficialmente meu braço do lado esquerdo".

O motorista conta que tentou manter a calma e garantir que os assaltantes não se sentissem ainda mais ameaçados.

"Eu levantei as mãos para eles terem certeza de que eu não esboçaria nenhuma reação ou que eu dirigiria o carro para cima deles".

Ele ainda explica que não tentou avançar com o carro para escapar dos assaltantes, pois temeu ferir algum deles.

“Eu tinha algumas pessoas penduradas no meu carro. Se eu ando ali, provavelmente eu machucaria no mínimo três [pessoas] e eu não sei se conseguiria conviver com isso. O prejuízo já tinha acontecido, eu preferi ficar com o prejuízo que eu enxerguei do que sair andando, passar por cima de alguém e não saber o que aconteceu. Esse peso na consciência eu não quis assumir.”
O arrastão
Vídeos gravados por moradores da Alameda Nothmann e na Rua Helvétia, no Centro de São Paulo, mostram um grupo realizando um arrastão a vários carros que circulam na região da Cracolândia na tarde desta terça-feira (8).

O local concentra diversos usuários de drogas, e a Polícia Militar foi chamada.

As imagens mostram o grupo quebrando os vidros de carros e saqueando motoristas que circulavam nas esquinas da Alameda Nothmann com as ruas Conselheiro Nébias e Guaianazes, além da Rua Helvétia (veja vídeo acima).

Ao menos seis veículos foram atacados, segundo as imagens. Motoristas chegaram a subir na calçada com os carros para fugir dos criminosos durante a ação.

O tráfego estava congestionado no trecho no momento do arrastão.

Suspeitos atacaram carros no Centro de SP — Foto: Reprodução

De acordo com a Polícia Militar, o tumulto foi iniciado por usuários de drogas na região da Nova Luz, após a ação de limpeza realizada por agentes da subprefeitura local e acompanhado pela Guarda Civil Metropolitana (GCM).

A PM diz que foi chamada para conter os ataques por volta das 15h30 e acionou o plano de contingência para a área.

"Imediatamente foi acionado o plano de contingência e tropas da Força Tática, Baep, Cavalaria e do patrulhamento de área reforçaram o policiamento no local. Após a chegada da PM, a situação foi controlada e a ordem foi restabelecida", disse a nota da corporação nesta terça (8).

Segundo relatos dos moradores da área, as forças de segurança teriam usado bombas durante ação na Cracolândia.

A PM não confirmou o uso de bombas para conter os ataques, mas informou que o policiamento segue reforçado na região. Ninguém foi preso.

Forças de segurança teriam usado bombas na Cracolândia — Foto: Divulgação

GCM
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), que controla a GCM, disse que a concentração de dependentes químicos da região foi deslocada da Rua Dino Bueno para a Alameda Cleveland, "por causa do aumento do tráfego de caminhões para retirar material de demolição no local", durante a operação de limpeza.

A secretaria também disse que os homens da GCM foram "agredidos com pedras, paus e outros objetos" e "a reação teve de ser contida para preservar a segurança de todos na região".

Segundo a SMSU, a GCM faz "três intervenções diárias de acompanhando de zeladoria na região da Luz para proteger agentes públicos da prefeitura e garantir os serviços de coleta de lixo e limpeza das ruas".

 

FONTE/CRÉDITOS: Por G1 SP e Bom Dia SP — São Pauo
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