"Trata-se de uma retaliação inacreditavelmente nua por revelar corrupção extrema nos mais altos níveis do governo Bolsonaro, e uma ameaça existencial ao jornalismo investigativo no Brasil", manifestou-se Snowden, que vazou arquivos de agências americanas a Greenwald e outros jornalistas
Responsável por vazar informações de agências de inteligência dos Estados Unidos a Glenn Greenwald e outros jornalistas, o que gerou uma série de reportagens premiadas pelo jornal The Guardian com o prêmio Pulitzer, o maior do jornalismo, Edward Snowden tem criticado duramente a ação do Ministério Público Federal contra o editor do The Intercept.
"Trata-se de uma retaliação inacreditavelmente nua por revelar corrupção extrema nos mais altos níveis do governo Bolsonaro, e uma ameaça existencial ao jornalismo investigativo no Brasil", manifestou-se no Twitter. Ele também reproduziu uma série de postagens de outros jornalistas estrangeiros que denunciaram perseguição a Glenn e lembraram do caso de Julian Assange.
Ele publicou também um manifesto da Freedom of the Press, Liberdade de Imprensa, cujo objetivo é "defender e apoiar o jornalismo de transparência de ponta diante das adversidades", em defesa de Glenn e crítico à falta de embasamento da denúncia do Ministério Público.
Our statement at @FreedomOfPress on the false charges laid by Brazil's Bolsonaro regime against @GGreenwald for reporting the biggest corruption story in years -- corruption in the Justice Ministry itself! These charges are unbelievable, unsupported, and indefensible. pic.twitter.com/wGkC4JI2GB
— Edward Snowden (@Snowden) 21 de janeiro de 2020

Correio do Agreste