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Sexta-feira, 15 de Maio de 2026
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Discurso de Lula na COP27 esteve à altura da expectativa do mundo sobre o Brasil, avalia Marina

Ex-ministra do Meio Ambiente elogiou discurso de Lula, desconversou sobre sondagem para assumir a pasta no novo governo e afirmou que "

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Discurso de Lula na COP27 esteve à altura da expectativa do mundo sobre o Brasil, avalia Marina
Lula e Marina Silva (Foto: Reuters)
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Ex-ministra do Meio Ambiente elogiou discurso de Lula, desconversou sobre sondagem para assumir a pasta no novo governo e afirmou que "Brasil precisa de recuperação de pós-guerra"

 ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede-SP) analisou o discurso do presidente eleito Lula (PT) na COP27 em entrevista à CNN Brasil. Agora deputada federal eleita, a ambientalista afirmou que a postura Lula "foi à altura do que a comunidade internacional estava esperando", após quatro anos de negacionismo climático do governo de Jair Bolsonaro (PL).

"Uma grande expectativa que tínhamos, o mundo dizia o tempo todo para nós nos corredores que estavam com saudades do Brasil, que tinham sido quatro anos de perda do protagonismo do Brasil, e o discurso do presidente foi à altura do que a comunidade internacional estava esperando, compromisso com o enfrentamento da mudança climática, com o combate ao desmatamento para se chegar ao desmatamento zero. Mas combinando tudo isso com a necessidade da segurança alimentar", avaliou Marina.

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A ex-ministra endossou o posicionamento de Lula de que o combate às mudanças climáticas está diretamente atrelado ao combate à desigualdade social: "Nós somos grandes produtores de alimento e sabemos que é fundamental que a mudança climática não venha a afetar nossa produção, senão quem pagará o preço serão os mais vulneráveis. Ainda falou como Brasil pretende liderar essa iniciativa junto aos países desenvolvidos, para que haja mais cooperação entre nós".

Questionada se foi sondada para assumir o Ministério do Meio Ambiente a partir de 2023, Marina desconversou. Vale destacar que, nesta quarta-feira (16), ela foi anunciada como membro do grupo técnico do Meio Ambiente da equipe de transição do novo governo: "O presidente está muito focado na transição. Nós vamos fazer uma recuperação pós-guerra, o Bolsonaro fez uma guerra contra a política ambiental. Óbvio que nós temos uma propsta robusta. Eu tive a oportunidade de ter apresentado uma plataforma com a qual o presidente Lula se comprometeu naquela dia 12, quando nos reencontramos."

"Nós vamos lidar com outras propostas que a sociedade brasileira está apresentando e a transição é um momento do diagnóstico, de verificar o tamanho do prejuízo que foi causado por esse governo, para que se possa ter uma ação efetiva. Por falta de cooperação do mundo é que não vai ser. Fiz várias reuniões bilaterais, com Alemanha, Reino Unido, Canadá, Noruega, com o Banco Interamericano, com o Banco Mundial, com agências de filantropia; todos interessados a ajudar o Brasil a fazer essa travessia. É a gente trabalhar e deixar o presidente fazer sua escolha com a serenidade que lhe é devida e necessária", acrescentou.

A ex-ministra ainda destacou a importância de contar com ajuda internacional para a proteção das florestas locais: "Há uma necessidade de financiamento sobretudo para países vulneráveis. O Brasil é um país de renda média alta, nós queremos cooperação, apoio, mas o Brasil não está condicionando proteger suas florestas a que nos paguem para isso."

FONTE/CRÉDITOS: 247
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