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Terça-feira, 18 de Agosto 2026
Economia

Com valor máximo de R$ 375, novo auxílio emergencial não paga uma cesta básica em Natal

Com valores que chegam a menos da metade do que foi pago em 2020, novo auxílio deve ser usado apenas para alimentação, segundo economistas

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Com valor máximo de R$ 375, novo auxílio emergencial não paga uma cesta básica em Natal
Cesta básica custa R$ 464 na capital potiguar - Foto: José Aldenir/Agora RN
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Com valores que chegam a menos da metade do que foi pago inicialmente em 2020, a nova rodada do auxílio emergencial não deve ser usada para outros fins que não seja a alimentação, segundo economistas do Rio Grande do Norte. Algumas famílias, no entanto, terão dificuldades até mesmo para suprir essa demanda, visto que a cesta básica em Natal tem um custo médio de R$ 464, segundo pesquisa do Dieese referente ao mês de fevereiro. O Governo Federal pretende pagar quatro parcelas de R$ 175, R$ 250 e R$ 375, a depender da composição das famílias. Em 2020, o valor começou em R$ 600 (chegando a R$ 1,2 mil para mulheres chefes de família) e depois caiu para R$ 300 (sendo o dobro para mulheres chefes de família). O início dos pagamentos em 2021 depende da conclusão da votação, no Congresso Nacional, da PEC Emergencial, que autoriza despesas extras do governo, fora do teto de gastos, até o limite de R$ 44 bilhões. Na madrugada desta quinta-feira 11, o plenário da Câmara dos Deputados concluiu a votação da proposta em 1º turno. Outra sessão marcada para esta quinta vai continuar discutindo a PEC. O texto já passou pelo Senado e, após ser aprovado pela Câmara, vai direto para promulgação, sem necessitar de aval do presidente Jair Bolsonaro. Segundo o economista e superintendente do Conselho Regional de Economia (Corecon/RN), Ricardo Valério, a situação da pobreza se agrava em todo o País e muitas famílias dependem desses valores estritamente para se alimentarem. Após o fim do auxílio emergencial, em dezembro, cerca de 314 mil potiguares passaram a viver com uma renda per capita de apenas R$ 7,60 mensais. “Enquanto se tinha o auxílio de R$ 600 sendo pago, a renda per capita ficou na faixa de R$ 156 mensais, mas esse ano quando se perdeu o auxilio, as pessoas mais vulneráveis – que no RN são cerca de 314 mil potiguares – passaram a viver com uma renda per capita de apenas R$7,60. Isso é praticamente apenas um quilo de feijão e totalmente inaceitável para a sobrevivência de uma família”, destacou. Para ele, os valores pagos, ainda que reduzidos, serão importantes para o reaquecimento da economia e para a sobrevivência mínima dessas famílias. “Ainda que no valor correspondente a R$ 175 para o homem solteiro, R$ 250 para o casal e R$ 375 para a mulher chefe de família, esses valores serão de fundamental importância para o reaquecimento da economia, e para evitar problemas sociais ainda maiores, onde temos um grande número de pessoas entrando na situação que a gente chama de pobreza absoluta”. Para o professor e economista Janduir Nóbrega, esse montante que deve ser pago ainda até o final de março terá um impacto positivo, sobretudo na economia local, para pequenos comerciantes e prestadores de serviços. “Porque o valor total que pode ser gasto pelo Governo é na casa de R$44 bilhões em quatro meses, ou seja, se a gente dividir esse valor em quatro parcelas nós teremos o equivalente a R$ 11 bilhões sendo injetados por mês na economia. E aí com essa certeza essa quantia deve ser direcionada para a alimentação, porque pelo montante não é possível para as famílias fazer outra coisa que não seja se alimentar”.


FONTE/CRÉDITOS: Agora rn

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