Cientistas britânicos estão tentando desenvolver um método simples de rastreamento para o câncer de mama que substitua a mamografia. A ideia é identificar biomarcadores de tumores por meio de impressões digitais.
O câncer de mama é o mais prevalente entre o sexo feminino e a recomendação é que as mulheres façam exames preventivos a partir dos 50 anos – no entanto, muitas consideram a mamografia incômoda pela pressão exercida nos seios na hora de fazer as imagens.
O novo método vem das ciências forenses, e parte de amostras de suor armazenadas na ponta dos dedos para identificar moléculas capazes de indicar a presença do câncer. A tecnologia utilizada chama-se ionização e dessorção a laser assistida por matriz.
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“O estudo está na interface da ciência forense e do diagnóstico clínico e mostra que as impressões digitais são valiosas não apenas para obter inteligência para traçar o perfil de criminosos, mas também para diagnosticar patologias”, afirma Simone Francese, autora do estudo e professora do Centro de Pesquisa em Ciências Biomoleculares da Universidade Sheffield Hallam, no Reino Unido.
Testes iniciais
O novo exame, entretanto, ainda está em fase inicial de desenvolvimento e validação. Um primeiro estudo com 15 voluntárias teve os resultados publicados na revista Scientific Reports. As mulheres foram divididas em três grupos: o grupo 1 contava com mulheres que apresentavam tumores benignos; o grupo 2 tinha pacientes com câncer de mama em estágio inicial e o grupo 3, com câncer de mama metastático.
De acordo com os pesquisadores, o método de rastreamento atingiu precisão de 97,8%. Os cientistas pretendem agora ampliar os estudos para confirmar se a técnica menos invasiva pode ser uma alternativa tão eficaz quanto as mamografias.

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