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Sábado, 15 de Agosto 2026
Política

Bonavides denuncia ‘processo criminoso de ataque às pesquisas’

Deputada federal reeleita pelo PT diz que ‘manobra’ bolsonarista visa enfraquecer processo eleitoral democrático

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Bonavides denuncia ‘processo criminoso de ataque às pesquisas’
Natália: “Proposta é absurda e se trata de mais uma manobra de Bolsonaro” - Foto: Agência Câmara
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“A proposta é absurda e se trata de mais uma manobra de Bolsonaro e seus apoiadores para tentar tumultuar o processo eleitoral”, declarou a deputada federal Natália Bonavides (PT), ao avaliar o PL que tramita na Câmara dos Deputados que pretende punir responsáveis por pesquisa eleitoral com números divergentes, acima da margem de erro, dos resultados oficiais das eleições. O texto também prevê reclusão de quatro a dez anos e multa para quem publicar levantamento divergente nos 15 dias anteriores ao pleito.

Em entrevista ao AGORA RN, nesta quinta-feira 13, Natália Bonavides ressaltou que desde o início da possibilidade de reeleição no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o primeiro chefe do Poder Executivo federal, em exercício, a ficar em segundo lugar, com diferença de mais de 6 milhões de votos no primeiro turno da corrida ao Palácio do Planalto.

“Agora, ele e seus aliados tentam brigar com os fatos e apostam em um processo criminoso que ataca os resultados das pesquisas para inviabilizar uma campanha justa no segundo turno”.

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“O que o governo quer é fragilizar o processo eleitoral, assim como tentou fazer com as acusações a respeito da segurança do sistema eleitoral” Natália Bonavides Deputada federal

De acordo com Natália Bonavides, é consenso entre especialistas que o tema deva entrar em discussão, no entanto, a proposta apresentada pelo governo está totalmente fora de cogitação, visto que o objetivo de Bolsonaro é “fragilizar” o processo eleitoral.

“Primeiro, qualquer mudança deve ser fruto de diálogo com especialistas em pesquisas eleitorais, com pessoas que se dedicam a estudar esse tema. O que o governo quer é fragilizar o processo eleitoral, assim como tentou fazer com as acusações a respeito da segurança do sistema eleitoral. Além disso, os debates não podem ocorrer de forma atropelada, a toque de caixa. O tema deve ser debatido com a seriedade que exige”, concluiu.

O projeto foi apresentado pelo líder do Governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR). Com a medida, ele pretende evitar a repetição das divergências entre as pesquisas e o resultado do primeiro turno das eleições gerais de 2022.

Deputado federal reeleito defende que institutos que fraudam resultados devam ser responsabilizados

O deputado federal General Girão (PL), aliado ao presidente Jair Bolsonaro, defendeu a responsabilização penal e civil dos institutos que realizar sondagens fraudulentas, ou seja, “induzindo” resultados e votações de eleitores que preferem apostar em candidato que está “ganhando” a corrida pelas urnas.

“Nós temos um projeto de lei e somos coatores de outros projetos que tratam os institutos de pesquisas como empresas. Então, empresa que presta um serviço correto, merece ser compensada com pagamentos justos e que correspondam ao serviço prestado. Agora, a empresa que presta um serviço incorreto, merece ser analisada administrativa e criminalmente”.
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E CONTINUOU: “Administrativa é não recebendo o dinheiro pelo serviço prestado e criminalmente é quando ela puder ser considerada como indutora de alguma coisa, nesse caso, nós sabemos que o brasileiro e o mundo votam muito em função do que mostram as pesquisas. Quem contrata e paga a pesquisa, acaba dizendo como quer a pesquisa e não como a pesquisa verdadeiramente deveria ser. Tem empresa que se vende. A empresa que se vende, para mim, tem que ser responsabilizada criminalmente, porque ela poderá estar induzindo resultados, induzindo votações de pessoas que preferem votar em quem está ganhando. Essa é uma verdade que não é de agora, é de há muito tempo. Só que agora chamou atenção os erros absurdos, as distorções absurdas que surgem nas diversas pesquisas que tem sido mostrada nessas últimas décadas de eleições”, finalizou.

O PROJETO

De autoria de Ricardo Barros, o projeto foi protocolado na Câmara dos Deputadospede punição para quem errar o resultado da eleição fora da margem de erro. Respondem pelo crime previsto o estatístico responsável pela pesquisa divulgada, o responsável legal do instituto de pesquisa e o representante legal da empresa contratante da pesquisa.

Conforme Agência Câmara de Notícias, pelo texto, o crime se consuma ainda que não haja intenção de fraudar o resultado da pesquisa publicada. Quando não houver intenção, o responsável terá pena reduzida em ¼.A lei eleitoral vigente prevê detenção de seis meses a um ano e multa para quem divulgar pesquisa fraudulenta.

“Projeto de lei foi protocolado pelo deputado Ricardo Barros na Câmara dos Deputados e pede punição para quem errar o resultado da eleição fora da margem de erro, além de outras possibilidades” General Girão Deputado federal

Ricardo Barros ressalta que, no caso de sua proposta, não é necessário o dolo específico de fraudar o resultado da pesquisa publicada para que se configure o crime, bastando o ato de divulgar a pesquisa com dados divergentes além do permitido nos 15 dias antecedentes ao pleito.

OUTRAS PESQUISAS

A proposição obriga ainda o veículo de comunicação que pretender divulgar pesquisa eleitoral a publicar também todas as pesquisas eleitorais registradas, na Justiça Eleitoral, no mesmo dia e no dia anterior ao daquela que se pretende divulgar. Quem descumprir a regra fica sujeito a multa de mil salários-mínimos.

FONTE/CRÉDITOS: Agora rn

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