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Terça-feira, 18 de Agosto 2026
Policial

BOMBEIRO PRESO POR ATROPELAR CICLISTA AGRIDE MULHER E FILHOS E AMEAÇA MÃE E PAI, DIZ FAMÍLIA

Inquérito da Polícia Civil apura agressões, como socos e pontapés, praticadas por João Maurício Correia Passos contra a esposa cadeirante; depoimentos

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
BOMBEIRO PRESO POR ATROPELAR CICLISTA AGRIDE MULHER E FILHOS E AMEAÇA MÃE E PAI, DIZ FAMÍLIA
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Um inquérito da Polícia Civil do Rio investiga as agressões praticadas pelo capitão do Corpo de Bombeiros João Maurício Correia Passos, de 34 anos, contra a mulher, com quem ele vive há 13, e os filhos do casal, de 11 e 8. Nos depoimentos, a mãe do oficial diz temer por uma “desgraça” na casa da família. Ele está preso desde segunda-feira (11) por ter atropelado e matado o ciclista Cláudio Leite da Silva, de 57, na orla do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade.

O taxista aposentado Cláudio Leite da Silva, de 57 anos, pedalava diariamente no Recreio Foto: Reprodução

De acordo com as investigações da 23a DP (Méier), por volta de 22h30 do dia 11 de dezembro do ano passado, policiais militares foram chamados para socorrer a mulher do capitão no apartamento que dividem, no bairro da Zona Norte. Cadeirante, ela dizia ter sido agredida por ele com tapas e socos, principalmente no rosto, e chegou a receber atendimento no Hospital Municipal Salgado Filho.

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Em depoimento, a mulher desempregada de 44 anos contou ser ameaçada frequentemente pelo marido, que diz, na frente das crianças, que ela não serve pra nada e tem que morrer. Ela afirmou ainda que João Maurício já apresentou outros episódios agressivos e é usuário de drogas. Nessa ocasião, ela solicitou medidas protetivas, que foram concedidas.

O capitão João Maurício aparece bebendo dentro da loja de conveniência Foto: Reprodução

No mesmo inquérito, a mãe do oficial, uma professora de 66 anos, disse que ele “sempre deu trabalho”, começou a apresentar comportamento agressivo na adolescência e que sente medo quando o filho está nervoso. Ela contou ter presenciado ameaças dele contra ela e seu marido. “Ele fala: Está pensando o que? Eu te mato em três golpes. Te dou um empurrão e um chute”, narrou.

Também em depoimento, o pai de João Maurício disse que o filho já agrediu os netos e, em uma situação, chegou a colocar cabeça do menino mais novo dentro de um balde com fezes e urina, onde a mãe faz as necessidades fisiológicas, ao repreender a criança por ter sujado a cueca.

 
Claudio costumava pedalar diariamente na orla do Recreio Foto: Reprodução/TV Globo

A mãe do capitão contou também que a nora sofre um relacionamento abusivo, tendo discussões e apanhando rotineiramente do filho, a quem classifica como alcoólatra s suspeita ser viciado em drogas. Ela disse ainda que a mulher ficou paraplégica durante um acidente de carro provocado por João Maurício, que dirigia bêbado, em 2018.

A professora afirmou temer por uma “desgraça” na família, com o filho matando a nora e os netos e cometendo suicídio depois. Pelo atropelamento de Claudio, João Maurício foi indiciado pelo delegado Alan Luxardo, titular da 42a DP (Recreio), por homicídio com dolo eventual, por estar embriagado e fugir do local. Vídeos mostram ele bebendo uísque, vodka e cerveja e com dificuldades de caminhar momentos antes do acidente.

O carro do capitão do Corpo de Bombeiros envolvido no acidente Foto: Reprodução/TV Globo

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