Após o PSL torrar os R$ 269 milhões do fundo eleitoral e não conseguir alavancar recursos com doações, a campanha pela reeleição de Jair Bolsonaro (PL) vem intensificando as investidas junto ao agronegócio, uma das principais bases de apoio do atual governo. De acordo com a coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, "nas conversas, o principal argumento tem sido de que a disputa com Lula ainda não está decidida e que é necessário que o agro abra a carteira para colaborar".
De acordo com a última pesquisa Datafolha, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue com 13 pontos percentuais à frente de Bolsonaro. "Como boa parte da base bolsonarista ignora os levantamentos, esses eleitores também vinham desconsiderando o cenário desfavorável a Bolsonaro", destaca a colunista.
Para tentar reverter o baixo volume de doações, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o candidato a vice de Bolsonaro, Braga Netto, mantiveram uma série de encontros com sindicatos e associações ruralistas do Mato Grosso.
"O intensivo de Flávio começou a surtir feito. No dia 26 de agosto, a campanha de Bolsonaro recebeu R$ 390 mil em doações. Três dias depois, Alessandro Nicoli doou R$ 100 mil. Seu grupo atua no cultivo de soja, milho e arroz em Mato Grosso", ressalta a reportagem. Mais recentemente, o sojicultor Oscar Luiz Cervi, dono de diversas propriedades em Mato Grosso, doou R$ 1 milhão para a campanha de reeleição do atual ocupante do Palácio do Planalto.

Correio do Agreste