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Após caso de Giovanna Ewbank, Justiça autoriza mãe a levar fotógrafa em parto

Parto aconteceu nesta madrugada (17), na Perinatal, no Rio de Janeiro. A liminar concedida pela Justiça determinou que hospital autorizasse a presença
Após caso de Giovanna Ewbank, Justiça autoriza mãe a levar fotógrafa em parto
Bebê nasceu nesta madrugada; à direita, Amanda comemorando a realização do trabalho (Foto: Amanda Vargas)

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A Perinatal, no Rio de Janeiro, envolveu-se em uma polêmica nos últimos dias, depois de abrir uma exceção para a apresentadora Giovanna Ewbank. Em meio as restrições da pandemia de coronavírus, a maternidade autorizou a entrada de uma fotógrafa profissional para registrar o nascimento de Zyan, no dia 9 de julho. Depois disso, milhares de mães e fotógrafas que não tiveram o mesmo direito, foram até o perfil do Grupo Perinatal no Instagram reclamar e manifestar sua insatisfação.

No início da semana, a maternidade declarou, pelas redes sociais, que sua política atual continua sendo de "não autorizar a presença de fotógrafos na sala de parto". "Um gestor de uma de nossas unidades abriu uma exceção e autorizou a entrada de um fotógrafo que apresentou um teste negativo para covid-19, o que está em desacordo com o nosso protocolo. O referido fato está sendo devidamente apurado para a adoção das devidas medidas disciplinares", explicou. Tanto Giovanna quanto a fotógrafa que fez as fotos não quiseram se pronunciar. 

 
Giovanna e Zyan (Foto: Reprodução Instagram)
DIREITO NA JUSTIÇA

No entanto, uma mãe decidiu entrar na Justiça para ter o mesmo direito da apresentadora, e conseguiu! "A presença de apenas mais uma pessoa, ainda que de fato possa gerar maior risco de contaminação, por si só, não tem o condão de aumentar significativamente o número de pessoas na sala de parto. Soma-se, ainda, que já foram flexibilizadas medidas de distanciamento social pelo Estado do Rio de Janeiro e do município do Rio de Janeiro", determinou o Juiz Otavio Barion Heckmaier, nesta quinta-feira (16). No entanto, a decisão valeria desde que a fotógrafa fizesse a utilização de máscara, EPI's, fosse submetida à exames prévios de temperatura, adotasse as medidas de higiene e permanecesse o menor tempo possível dentro da sala de parto.


+ Rede de apoio em tempos de pandemia

A fotógrafa Amanda Vargas, que registrou o parto, conta que o nascimento do bebê estava agendado para segunda-feira (20), e aconteceria por meio de uma cesárea. "Mas a bolsa rompeu às 3 horas da manhã", disse. O bebê nasceu hoje (16). "Foi uma luta, mas conseguimos! Registrei o nascimento da primeira filha desse casal. Ela passou a gestação inteira sonhando com esse momento, então, foi emocionante conseguir essa liminar", contou, entrevista à CRESCER.

Amanda disse que trabalha exclusivamente com registros de nascimentos há 5 anos. "Até me emociono ao falar. Quando veio essa restrição, eu me vi completamente sem chão, tendo todos os meus contratos cancelados. Sou mãe solo de duas meninas e vi minha fonte de renda indo a zero. Foi muito desesperador", afirma. "Porém, eu respeitei o posicionamento da Perinatal. Até que começaram a vazar as notícias de que flexibilizaram para alguns famosos. Achei muito injusto! Injusto comigo, como profissional, e injusto com todas as mães que sonharam em ter esse registro", finalizou.
Perinatal envolveu-se em polêmica após abrir exceção para Giovanna (Foto: Amanda Vargas)
O pai do bebê, que prefere não ser identificado, pronunciou-se por meio de um texto:

“O registro do nascimento de um filho com as imagens de um profissional, em um momento onde estamos isolados, sem visitas, sem nossos outros olhos e outros afagos, não é um simples desejo; ele representa uma memória de algo único e imensurável para um casal. Respeitar barreiras sanitárias pode, sim, proteger conta a covid, mas em uma fase onde temos flexibilização na abertura de serviços, retornos ao trabalho, que está autorizada a presença da doula ao lado da gestante, que se autoriza visita à UTI, por que vetar o fotógrafo na sala de parto? Por que proibir a atuação profissional de alguém que passa pouco tempo, com distanciamento razoável, e não aglomera nada, além de sua câmera ao pescoço? Pode até ter alguma razão indefinida, mas se esta existe, por que não vale para todos? Por que a gestante global pode e as demais não? Nessa hora, pergunta-se à instituição, qual é valor do nascimento de cada um dos nossos filhos? Será que eles poderiam responder com valores distintos? Caso contrário, não há porque discriminar e tratar de forma não isonômica todos, ainda mais em se tratando de assistência à saúde. Ao invés de se perder tempo em busca de culpados e falhas, poderia-se gastar energia buscando os meios para que tudo seja tratado com maior segurança coletiva. Afinal de contas, a pandemia não seleciona. O vírus da fotógrafa da famosa não é menos nocivo que da 'comum'. Vamos tentar ser justos e honestos desde nossos 'nascimentos' ou que valores esperamos passar adiante na educação dos nossos filhos?"

A reportagem da CRESCER entrou em contato com a assessoria do Grupo Perinatal sobre a decisão da Justiça, mas até o momento da publicação, não obteve resposta.

Fonte

revistacrescer

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