A professora do curso de Letras e Artes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) Lúcia Helena foi uma das pacientes diagnosticadas com o novo coronavírus (Covid-19) no município de Mossoró, no Oeste potiguar. Ela recebeu alta no último dia 11 de abril, após passar 23 dias internada na UTI.
Em entrevista à assessoria da Prefeitura de Mossoró, Lúcia contou que, primeiramente, surgiu uma irritação na garganta que durou dois dias. Um pouco depois veio um leve cansaço e tosse. A partir do terceiro dia, quando ela apresentou febre alta, perda do olfato e do paladar, e quando a falta de ar se acentuou, foi o momento de procurar um atendimento médico, quando precisou ficar internada. Ela descreve o período que ficou em isolamento como ‘angustiante’.
“A COVID não é uma gripe. É uma doença devastadora para algumas pessoas mais vulneráveis. A doença avança rapidamente e regride lentamente. Foram feitos todos os exames, inclusive o teste para a detecção do vírus, mas o resultado só saiu oito dias depois quando eu estava na UTI, já sendo tratada. Quando se tem a consciência de que atingiu o estado grave da doença e de tudo o que está sendo feito, a medicação que está sendo usada, pode ou não ter um efeito eficaz, é muito angustiante. Mas entreguei minha vida a Deus e aos médicos. Temos que acreditar que no final tudo vai dar certo”, comentou.
Lúcia Helena foi internada no dia 20 de março, sendo liberada do hospital no dia 11 de abril. Apesar de não possuir mais a doença, ela apresenta uma lesão pulmonar decorrente do coronavírus. O momento agora é de descansar e seguir o tratamento para se livrar dos efeitos colaterais. “A recuperação é muito lenta. É uma pequena, mas significativa vitória a cada dia. É preciso ter fé, muita força e paciência. Sempre fui muito bem assistida no hospital e isso nos dá mais tranquilidade para enfrentar o processo de recuperação”, falou.
A professora, casada e mãe de dois filhos, demonstra alívio por estar recuperada do vírus. “Gratidão me define. Sou grata a Deus, ao médico que me acompanhou, a toda a equipe do hospital, e a todos que oraram por minha saúde. Não há palavras que definam esse mix de sentimentos que se tem com a vitória alcançada”, comemorou.
O recado de quem venceu a doença, mas sabe o quão difícil foi a batalha, é apenas um: fique em casa. “Então, se você puder, fique em casa, se proteja, proteja a quem ama, proteja os profissionais da saúde, siga todas as orientações da Organização Mundial da Saúde, já tão divulgadas pelas mídias. E que tenhamos a cada dia mais força, fé e coragem para enfrentar essa pandemia”, finalizou.

Correio do Agreste