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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
Política

Agressões a Natália Bonavides incomodaram até aos críticos da deputada

Confira a coluna de Marcelo Hollanda desta terça-feira 24

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Agressões a Natália Bonavides incomodaram até aos críticos da deputada
Deputada federal Natália Bonavides. Foto: Reprodução
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Nem os mais avessos à atuação parlamentar da deputada Natália Bonavides (PT) engoliram os ataques em série e de baixíssimo nível recebidos pela parlamentar nas redes sociais nos últimos dias. Um dos mais notórios críticos da deputada em Natal, aliás, reconheceu em sua rede social que desta vez os sanguinários que desfrutam de sua simpatia pessoal na internet passaram dos limites. Quando se vê, ouve ou prova o que acontece no Brasil neste momento, porém, fica claro que essa gente ainda nem começou. Para os criminosos de plantão nas redes sociais, qualquer coisa é motivo para sair mordendo sob pretexto da liberdade de expressão. Eles são a manifestação acabada, só que mais branda, do que acontece todo o santo dia contra mulheres, que morrem nas mãos de companheiros, ex-companheiros, namorados ou por alguém que simplesmente se sentiu rejeitado. O caso Natália Bonavides, no entanto, está longe de ser uma exceção no parlamento brasileiro. Segundo levantamento do Globo, 59 deputadas e senadoras (81% das parlamentares no Congresso) afirmaram já terem sofrido ataques no exercício do mandato só por serem mulheres. Não por outra razão, nas Assembleias Legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal brasileiros, as mulheres só ocupam 161 das 1.059 cadeiras disponíveis, apesar do gênero ser maioria porcentual da população. De acordo com o Observatório Nacional da Mulher na Política, os municípios que elegeram uma ou nenhuma vereadora representam 37,38%. Em 2016, havia 1.292 Câmaras Municipais só compostas de homens, o que deu incríveis 23,3% do total. Em 2020, só 16% dos vereadores eleitos eram mulheres. Das 26 Câmaras de Vereadores de capitais brasileiras, apenas duas são presididas por mulheres: Belo Horizonte e Palmas. E o que se vê na CPI da pandemia é que se a senadora Simone Tebet (MDB) tivesse pelo menos outros três clones junto com outros dois do senador Alessandro Vieira (Cidadania), o governo estaria roubado. Osso não é carne No Rio de Janeiro, o quilo do osso com um restinho de carne pendurada já tem preço em açougues da capital fluminense: R$ 2,99. Uma pechincha para quem não pode comer filé de Wagyu, raça de gado japonesa, o mesmo saboreado por Bolsonaro num recente churrasco festivo do Dias das Mães e vendido a preços que variam de R$ 1,3 mil a R$ 1,8 mil o quilo. De fato, uma iguaria para muito poucos. Golpe ou golpinho Depois que o presidente Jair Bolsonaro, para não ficar mal com sua base radical, levou adiante o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes do Supremo, deixando o do ministro José Roberto Barroso para depois, uma horda de ex-autoridades da República passou a consultar altas patentes militares da ativa e da reserva para saber se a ameaça teria lastro na tropa mais graduada. E a resposta foi não. Sobrou para a PM A dúvida recai agora não mais sobre os milicos, mas sobre os meganhas, já que muitos policiais militares puseram na rua ardorosas manifestações autorais de apoio ao presidente Jair Bolsonaro no Sete de Setembro naquilo que essencialmente define a natureza do golpe: a volta dos militares ao poder. É o caso do coronel da reserva da PM de São Paulo Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo. O homem é atual diretor-presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), um dos maiores entrepostos de distribuição de alimentos do País. Ai não dá Já outro coronel da PM, que não tem o respaldo de um emprego federal dado por Bolsonaro, o chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 de São Paulo, coronel Aleksander Lacerda, foi afastado das funções nesta segunda-feira pelo governador João Dória. Também, pudera: o coronel nos últimos dias convocou por sua conta no Facebook os “amigos” para a manifestação bolsonarista de sete de setembro em Brasília. Não satisfeito, chamou seu comandante em chefe, Dória, de “cepa indiana”, Rodrigo Maia de “mafioso” e Rodrigo Pacheco “covarde”. Pelos poderes de Mineiro Privado de seu assento na Câmara Federal, hoje desfrutado pelo glúteo mais fornido do deputado Betinho Rosado, por conta de uma liminar, Fernando Mineiro comemorou em suas redes sociais o que pode ser a mais nova versão de ‘O Retorno de Jedi’, o terceiro filme da trilogia original da série Star Wars. Regulação Substantivo feminino, a palavra “regulação” posta na boca do ex-presidente Lula ganhou um significado especial na interpretação livre das redes bolsonaristas, capitaneadas pelo novo ministro das Comunicações, Fábio Faria. Disse Lula: “É preciso atualizar a regulamentação da comunicação desse país”. Foi o que bastou para que o ministro usasse uma péssima ideia do PT lá dos tempos de Dilma para lacrar: “(…) Estamos em 2021 e temos que lutar pela liberdade de expressão e da imprensa, como defende o governo jairbolsonaro”.

FONTE/CRÉDITOS:  Agora RN

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