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Sábado, 15 de Agosto 2026
Policial

Advogada é condenada por integrar organização criminosa que atua dentro de presídios no RN

Uma advogada identificada como Mona Lisa Amélia Albuquerque de Lima, investigada na operação Carteiras, foi condenada por integrar

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Advogada é condenada por integrar organização criminosa que atua dentro de presídios no RN
Foto: Cedida/ SEAP
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Uma advogada identificada como Mona Lisa Amélia Albuquerque de Lima,  investigada na operação Carteiras, foi condenada por integrar uma organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios no Rio Grande do Norte. Junto com ela, os presos Orlando Vasco dos Santos e Erasmo Carlos da Silva Fernandes também foram condenados.

De acordo com as investigações, os três utilizavam bilhetes e conversas pessoais para estabelecer a comunicação entre os líderes da organização criminosa e outros membros que estavam fora das prisões. Mona Lisa era considerada a "coordenadora dos Gravatas" por se autodenominar a chefe do esquema de troca de mensagens.

A advogada recebeu uma sentença de quatro anos, nove meses e cinco dias de reclusão e 16 dias-multa. Orlando Vasco dos Santos foi condenado a seis anos, cinco meses e 23 dias de reclusão e 21 dias-multa, enquanto Erasmo Carlos da Silva Fernandes recebeu uma sentença de cinco anos, seis meses e 20 dias de reclusão e 19 dias-multa. Inicialmente, os três deverão cumprir a pena de reclusão em regime fechado ou semiaberto, dependendo do caso. Após o trânsito em julgado da sentença, eles terão seus direitos políticos suspensos.

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A investigação do Ministério Público do Rio Grande do Norte começou em julho de 2021 e descobriu que quatro advogados abusaram de suas prerrogativas profissionais, facilitando a comunicação entre líderes de facções presos e outros membros do grupo em liberdade. Eles repassavam mensagens relacionadas a atividades criminosas, garantindo o funcionamento do grupo com a prática de diversos crimes. Os advogados, chamados de "gravatas" dentro da organização, atuavam como "mensageiros do crime".

Mona Lisa organizava e cobrava relatórios dos criminosos presos, repassava orientações aos membros soltos da organização e transmitia mensagens e preocupações dos líderes da facção que estavam presos. Em uma conversa em um grupo de WhatsApp, ela chegou a reivindicar a função de "corregedora dos presídios" em nome da facção.

FONTE/CRÉDITOS: Portal da Tropical

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