O candidato a senador da República pelo Podemos, Geraldo Pinho, denunciou que o ex-ministro, o também candidato ao Senado Federal Rogério Marinho (PL) vendeu vaga de primeira suplência ao Congresso Nacional. Ele disse que Marinho recebeu cerca de R$ 500 mil de Sérgio Henrique Andrade de Azevedo, filho de Flávio Azevedo, sendo este o primeiro suplente do ex-ministro ao cargo de senador pelo Partido Liberal.
De acordo com o candidato Geraldo Pinho, “Rogério Marinho já tem quase R$ 2 milhões de recursos para a sua campanha, sendo que R$ 1 milhão foi do Fundo Especial do partido, o PL. A outra foi de doações pessoais. Então, o filho do primeiro suplente dele, já doou R$ 500 mil. Isso às vezes até passa um pouco do limite de doação. Você vai doar R$ 500 mil para um candidato ao Senado? Será que isso daí não é um acordo de primeira suplência? Se Bolsonaro for reeleito eu não vou para o Senado, vou para o ministro e você assume. Então, tem que ter o bom senso e a inteligência de você poder ver nas entrelinhas”, disse.
O candidato do Podemos foi enfático ao levantar as seguintes questões: “Será que ele seria o primeiro suplente de Marinho se não chegasse com esse montante? É uma reflexão para todos nós fazermos, pois, R$ 500 mil não é R$ 5, R$ 50 ou R$ 500 reais. É um montante expressivo. Eu vou utilizar R$ 40 mil em toda a campanha. Então, um suplente chegar e lhe dar R$ 500 mil? A gente precisa pensar sobre isso. É uma filantropia?”, indagou.
Segundo Geraldo Pinho, “eu no momento estou com R$ 20 mil que recebi do partido. [E o filho do seu suplente não pode lhe dar esses R$ 500 mil?] Acho que não. E se tivesse não daria. E eu também não receberia, porque isso daí já começa a afrontar. É um negócio meio escandaloso. Juridicamente é legal, mas será que é moral? No meu ponto de vista não. Ele comprou a primeira suplência com esse dinheiro. Para mim isso fica muito claro”.
E prosseguiu: “Estou dizendo dessa questão mais pontual, do primeiro suplente chegar com um montante dessa magnitude. Não é uma coisa normal, nem simples e a gente não pode pensar que é por coisas republicanas ou democráticas. Não estou dizendo que é certo ou errado, estou deixando para a população refletir com os seus próprios entendimentos e ideologias”, pontuou em entrevista à Rádio 98 FM, nesta quinta-feira 01.
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Conforme apuração do AGORA RN, outros três empresários, Flávio Rocha, Élvio Rocha e Lisiane Rocha, todos filhos de Nevaldo Rocha, fundador do grupo Guararapes, uma das principais empresas do segmento de moda do País, também registraram doações a campanha de Rogério Marinho. Todas com o mesmo valor: R$ 66 mil, totalizando R$ 198 mil a favor do candidato bolsonarista. Entre os doadores que possuem pessoa jurídica em seus nomes, as doações totalizam R$ 708 mil.
OUTRO LADO
Procurado pela equipe do AGORA RN, nesta quinta-feira 01, às 9h50, o ex-ministro Rogério Marinho preferiu não se pronunciar sobre o assunto. Ele visualizou as mensagens por aplicativo, mas até o fechamento deste texto não escreveu uma só palavra.l
FONTE/CRÉDITOS: Agora rn