Fredson Daizio de Freitas, 26 anos, assassinou a ex-companheira com 45 golpes e simulou o suicídio dela em novembro de 2018 em Mossoró
Fredson Daizio de Freitas Silva, 26 anos, foi condenado a 31 anos e dois meses de prisão pela morte da ex-mulher grávida, Paula Cristina, em novembro de 2018.
O acusado foi submetido a júri popular na quinta-feira (12) no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins em Mossoró, Região Oeste. Fredson foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, sem chances de defesa da vítima e feminicídio, aborto doloso e modificação da cena do crime.
A ex-mulher do acusado, que estava grávida de quatro meses, foi assassinada com 45 facadas no dia 12 de novembro, em Mossoró.
De acordo com o Ministério Público o crime teria acontecido após uma discussão e o réu simulou o suicídio da ex-companheira. O corpo dela foi encontrado em casa na Rua Pedro Rodrigues da Silva, no bairro Belo Horizonte. A vítima foi achada com uma faca na mão, o que indicaria a hipótese de suicídio.
Mas essa tese foi logo descartada porque os técnicos do Instituto Tecnico-Cientifico de Perícia (Itep) identificaram que as facadas tinham pouca chance de terem sido causadas pela própria vítima. O principal sinal disso eram as lesões nas mãos e nos braços, indicando que ela tentou se defender de quem a atacou. As investigações revelaram que na realidade Fredson Daizio de Freitas Silva teria cometido o crime. Após o assassinato, ele “plantou” a arma do crime na mão da ex-companheira.
Na manhã após o assassinato, o suspeito ainda fingiu procurar a vítima e avisou à família dela sobre uma suposta intenção de suicídio. Depois disso ele ainda foi ao enterro da ex-mulher. Passados dois dias, ele confessou o crime.

Correio do Agreste