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Sexta-feira, 02 de Outubro 2026
Brasil

Abuso de poder, improbidade, desvio de finalidade: campanha de Bolsonaro custeada com cartão corporativo é crime

Jair Bolsonaro gastou quase R$ 700 mil no cartão da Presidência da República para bancar despesas de sua campanha eleitoral

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Abuso de poder, improbidade, desvio de finalidade: campanha de Bolsonaro custeada com cartão corporativo é crime
Jair Bolsonaro e cartão corporativo (Foto: Reuters | Divulgação/EBC)
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 O uso do cartão corporativo da Presidência da República para quitar gastos de R$ 697 mil feitos por Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral do ano passado configura crime.

Advogados eleitorais ouvidos pelo UOL afirmam que “não é permitido o emprego de recursos públicos em viagens eleitorais nem mesmo mediante ressarcimento à União, com exceção do uso de transporte”. Além disso, “o uso de bens e serviços da administração para fins eleitorais é vedado a agente público”.

Segundo o advogado eleitoral Luiz Eduardo Peccinin, a prática configura "abuso de poder político e pode gerar tanto cassação de registro e de mandato, caso fosse eleito, como decretação de inelegibilidade".

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“Considerando que são gastos volumosos, dentro do período eleitoral, com quantitativos que excedem qualquer razoabilidade, há indícios de grave desvio de finalidade, com a obtenção de benefícios eleitorais. Pode haver a configuração de conduta vedada e abuso de poder econômico, bem como improbidade administrativa”, diz a advogada eleitoral Gabriela Rollemberg.

Advogado e professor, Marcelo Uchôa afirma que Bolsonaro pode ter cometido crime de responsabilidade e crime eleitoral. "E olhe lá se também não for crime comum".

A legislação atual permite o uso de recursos públicos para o deslocamento do presidente em campanha desde que os valores sejam ressarcidos aos cofres públicos. Em sua prestação de contas, o PL disse ter devolvido R$ 4,8 milhões referentes a transporte e deslocamento de Bolsonaro em 48 eventos eleitorais.

“No entanto, o ex-presidente teve ao menos 80 agendas no período da campanha”, ressalta a reportagem.

FONTE/CRÉDITOS: 247

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