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Segunda-feira, 22 de Julho de 2024
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A Mensagem do Túmulo Vazio

Reflexão de Boa Vontade

Momento de Reflexão com Paiva Netto
Por Momento de Reflexão com...
A Mensagem do Túmulo Vazio
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Na minha obra Liderar sob a proteção de Deus, encontram-se escritos que encaminhei aos que, ao longo dos anos, labutam comigo nas Instituições da Boa Vontade (IBVs). Nesses textos, procuro realçar a imprescindível ferramenta da Espiritualidade Ecumênica para o sucesso nas empreitadas de nossas vidas. Um deles, de 25/8/97, Rio de Janeiro/RJ, madrugada de segunda-feira, aborda o mais destacado fato da Semana Santa. Como o documento é extenso, separei dos seus pontos:

O Ideal da Boa Vontade sempre sobreviverá, porque tem o seu corpo místico iluminado por uma inegável natureza realista que desce de Deus, tal qual a Nova Jerusalém, visto que incorpora em si mesmo novo Céu e nova Terra (Apocalipse, 21:1 e 2). Em suas potentes mãos tremula o lábaro do Terceiro Milênio da Esperança.

Esse trabalho, que teve início com a pregação do Apocalipse, em 1949, surgiu clareado por um forte otimismo, porquanto Alziro Zarur (1914-1979) não apresentou o Livro das Profecias Finais como o anúncio trágico de fim de mundo, mas, sim, como realmente ele é: o aviso renovado de uma grande transição, em que “a cada um será dado de acordo com as suas próprias obras” (Evangelho, segundo Mateus, 16:27, e Apocalipse de Jesus, 22:12). Não se trata, pois, do “fim da Terra”, porém do encerramento de uma era que não tinha mais como continuar. O desamor reinava em demasia.

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Efemeridade das civilizações

Civilizações que se consideravam insubstituíveis tiveram a sua “eternidade” revelada como efêmera, à semelhança da curta duração das “rosas de Malherbe*”.

Ora, somos Espírito e, como tal, infinitos. Assim sendo, não podemos temer fronteiras constrangedoras de tempo e espaço, como querem alguns, nem amesquinhar a mensagem profética de Deus, que —  se nos mostra a razão transitória dos brilhos humanos, cuja transformação está exposta nos Selos, Trombetas e Flagelos do Apocalipse — nos demonstra também a perenidade das construções do Espírito do homem, quando reconhece, racional ou intuitivamente, receber de Deus, por intermédio do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, e dos Espíritos Santos, toda a luminosidade do pragmatismo deles, que historicamente se expressa na Ressurreição de Jesus. E ela — a Profecia Celeste —  nos oferece a certeza de que não ocorrerá a destruição do planeta, segundo pregam certos pessimistas crônicos; todavia, um desabar da parte deteriorada de uma estrutura apodrecida, como no findar dos reinados e impérios, de tal forma que o Evangelista-Profeta não mais enxerga nem o antigo céu (com seus terríveis umbrais ou purgatórios) nem a velha terra (com seus infernos de guerras, fomes, misérias, fanatismos, racismos, resumindo: ódios de todos os matizes que ofendem um Pai que é Amor). De um pretenso término, ergue-se extraordinário princípio.

 

A morte não pode deter a ação do Espírito

Como houve a Ressurreição de Jesus, no simbolismo emblemático do Túmulo Vazio, a nos alertar para o fato de que a morte não pode deter a ação do Espírito, perpetuamente haverá, para nós, a certeza de épocas mais auspiciosas, pois que a afirmação de Deus no Apocalipse, 21:5, de que fará, não obstante as dores provocadas pela insensatez humana, “novas todas as coisas” é para valer. Necessário se faz, entretanto, que cooperemos em favor desse feliz desiderato (Segunda Epístola de Pedro, 3:12).

Jovens, de corpo e de Alma, outra não é a tarefa de vocês senão levar, em todas as línguas, a pregação da Política de Deus, isto é, o Evangelho-Apocalipse do Cristo, às nações, sempre em Espírito e Verdade, à luz do Mandamento Novo do Sublime Chefe da Humanidade: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros” (Evangelho de Jesus, segundo João, 13:34 e 35).

É hora de banhar, com o Clarão Divino, o Espírito Eterno da criatura, contribuindo com os esforços de tanta gente boa em ação pelo orbe. Por isso, a Super Rede Boa Vontade de Comunicação está aí para universalmente levar o notável recado de Deus aos Homens e às Mulheres, aos Jovens, às Crianças e aos Espíritos de Boa Vontade. Falem, portanto, ao mundo!

A morte não é mais o lúgubre ingresso para o Nada

Não foi sem forte razão que Zarur afirmou: “Religião, Ciência, Filosofia e Política são quatro aspectos da mesma Verdade, que é Deus”.

Com a Ressurreição de Jesus, a morte deixou de ser o lúgubre ingresso para o Nada; porquanto, na verdade, é a esplendorosa revelação de que a felicidade em Deus, o Provedor de todas as carências, é eterna, como perenes são as realizações do Bem, na Terra e no Espaço.

Respeitemos a vida, e ela nos abençoará.

Quando o Celeste Amigo revelou o Túmulo Vazio, acabou com os impossíveis, porque ressuscitou, conforme prometera, da morte para a eternidade. E nós, com Ele. Graças a Deus!

Feliz Páscoa da Ressurreição de Jesus!

 

José de Paiva Netto ? Jornalista, radialista e escritor.

[email protected]www.boavontade.com

 

__________________

*Rosas de Malherbe — Verso do poeta François de Malherbe (1555-1628): “E, rosa, ela viveu o que vivem as rosas”, o que significa uma vida efêmera. 

 

 

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