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Styvenson pede que jovens denunciem precariedade das escolas públicas no RN

Parlamentar divulgou índices do censo escolar de 2018, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Styvenson pede que jovens denunciem precariedade das escolas públicas no RN
Senador Styvenson Valentim (Pode-RN)

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Parlamentar divulgou índices do censo escolar de 2018, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação

O senador Styvenson Valentim (Pode-RN) subiu à tribuna para discursar sobre dados da educação brasileira. O parlamentar divulgou índices do censo escolar de 2018, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação. De acordo com o censo, menos crianças se matricularam na educação básica em escolas públicas e privadas em 2018 comparado a 2014. Em cinco anos já são um milhão e trezentas mil crianças a menos nas escolas.

O senador relatou a visita que fez, a pedido um aluno de 15 anos de idade, Erick Gabriel Ferreira Cordeiro, para acompanhar a paralisação das obras na Escola Estadual Professor José Fernandes Machado, em Ponta Negra. “A escola, em 2018, foi contemplada para ser reformada num prazo de seis meses. Esse prazo passou e ficou aquele canteiro de obras. Desde 2018 que esses alunos estão utilizando banheiros químicos. Uma escola que não tem nem banheiro? Preciso só lembrar que Ponta Negra é zona sul de Natal, é área nobre, escola pública na área nobre”, contou Styvenson.

Styvenson Valentim também apresentou informações da Secretaria de Educação do Rio Grande do Norte. Levantamento feito em 2017, mostra que das 617 escolas estaduais, a infraestrutura de 77 escolas era considerada péssima e de 165 era considerada ruim. Apenas 40 escolas tinham a infraestrutura boa. “Não estou falando de ter biblioteca. Não estou falando de ter uma quadra de esportes, que nem têm. Não estou falando de ter uma piscina. Estou falando de coisas básicas que não existem. Imagine falar de acessibilidade, de tratar o diferente de forma inclusiva. Em escola pública, não” observou o parlamentar potiguar.

O senador esclareceu que quando adotou a escola Maria Ilka, sua primeira providência foi deixar a estrutura mais acolhedora para os alunos, para que eles se sentissem mais dignos no ambiente escolar. “Quem quer estudar, sem água, sem lugar para sentar, sob a ameaça desse teto cair nas suas cabeças? Numa temperatura, no Nordeste, de mais de 30 graus, sem ar-condicionado e sem ventilador? Diante dessa perspectiva, para algumas escolas, falar em laboratório de informática, em internet, em banda larga, só sendo ficção neste país, não existe”, lamentou. Ele ainda ressaltou que é desanimador quando se compara o investimento em infraestrutura da rede privada com a pública, já que apenas 8% das escolas públicas no país tem laboratório de ciências contra 26% das privadas, para os alunos do ensino fundamental.

Outro número, que segundo o senador preocupa no Rio Grande do Norte, é o das obras paradas em escolas. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), os contratos referentes a essas construções representam R$ 62,5 milhões. São 84 obras paradas: 53 municipais e 31 estaduais. A maior parte delas são de quadras de esporte, mas 22 obras são de construção da escola como um todo. “E os motivos da paralisação? Má gestão? É o quê? Falta de dinheiro? Só não é falta de dinheiro, não é? Ou é a contenção do passado? Várias empresas simplesmente abandonam suas obras. Por quê? Não vale a pena prosseguir devido à demora para receber o pagamento. A depender do tempo que essas obras estão paradas será necessário começar do zero. Aí vão mais recursos pelo ralo, porque, se uma hora para, tem que recomeçar. Eu estou falando isso, porque há muitos prefeitos me procurando no gabinete pedindo emenda, mas, quando vem pedir, pede para a mesma escola”, disse o senador.

O parlamentar estimulou os jovens do Rio Grande do Norte a usarem as redes sociais, a exemplo de Erick Cordeiro, para denunciar o abandono em suas escolas. “A melhor política é a política feita por essas pessoas. Quando um jovem começa a se manifestar da forma que ele se manifestou, mandando e-mail, dizendo que quer uma escola melhor e mostrando que a obra não está andando, que está paralisada há mais de um ano, apesar de já ter ido recurso. Então, eu vejo que este país está realmente querendo melhorar através da juventude”, comemorou.

Fonte

José Aldenir / Agora RN

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