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Sem jogos, sindicato pede ajuda financeira da federação para os árbitros do RN

Presidente do Sindafern diz que prejuízo para os profissionais do estado é de aproximadamente R$ 35 mil durante paralisação causada pela pandemia do n
Sem jogos, sindicato pede ajuda financeira da federação para os árbitros do RN
Sindicato pede ajuda financeira para árbitros do RN — Foto: Augusto Gomes/GloboEsporte.com

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O Sindicato de Árbitros de Futebol do Rio Grande do Norte vai formalizar à Federação Norte-rio-grandense de Futebol um pedido de ajuda financeira para os árbitros. O objetivo é minimizar as perdas dos profissionais devido à suspensão de todas as competições, ocasionada pela pandemia do novo coronavírus.

O presidente do Sindafern, João Henrique Queiroz, disse que, antes de procurar a FNF, esperou o desdobramento sobre o apoio concedido pela Confederação Brasileira de Futebol aos árbitros do quadro nacional, anunciado na quarta-feira.

- Hoje nós contamos com 55 árbitros, sendo eles 21 da Senaf (Seleção Nacional de Árbitros de Futebol) e, destes, 18 estão aptos a trabalhar nas competições nacionais. Tirando estes 18 que vão ter a ajuda financeira da CBF, vamos ficar com 37 árbitros e assistentes que são apenas do quadro local. A gente está preocupado com esse pessoal - contou João Henrique (veja vídeo abaixo).

De acordo com João Henrique, a relação entre Sindafern e FNF é boa e sempre encontram um "ponto de equilíbrio" nas tomadas de decisão. O presidente do sindicato também frisou que sabe das dificuldades que a federação vai enfrentar neste período sem jogos, mas acredita que seja possível contemplar a categoria com alguma ajuda. - Estamos entrando em contato com a federação para que ela se sensibilize, para que ela possa vir a ajudar, para que a gente minimize os riscos. A gente fez um cálculo que a categoria vai deixar de receber, pelos próximos jogos, entre R$ 30 mil e R$ 35 mil. O valor do jogo muda de acordo com a categoria do árbitro (nacional e local) - falou. João Henrique explica que, em caso de repasse por parte da FNF, o montante seria rateado de forma igual para os 37 árbitros não beneficiados pela CBF. Preocupação com todos Caio Max Augusto Vieira, que pertence ao quadro nacional, se mostra preocupado com o tamanho do impacto causado pela pandemia do novo coronavírus. - Os árbitros que dependem somente deste sustento para sobreviver estão passando por muitas dificuldades. A maioria dos árbitros tem outra profissão. No meu caso, sou professor de Educação Física do estado e do município. Isso dá uma certa segurança, mas não sabemos como vão ser os próximos meses. Essa fase não vai ser tão breve. Pode durar entre 45 e 60 dias para voltar à normalidade. Tanto no futebol como em todos os outros segmentos, economicamente, todos vamos sentir muito. A arbitragem não fica fora disso - declarou.

Caio Max lembra que os árbitros amadores também estão sofrendo, já que todos os campeonatos estão parados. Beneficiado pela iniciativa da CBF, ele explica como vai funcionar este suporte financeiro temporário.

Árbitro Caio Max Augusto Vieira apitou jogos da Série A em 2019 — Foto: Marcos Ribolli

- Todos os árbitros da CBF vão receber uma taxa, um valor correspondente à principal competição que você apitou em 2019. Pode variar de R$ 1,5 mil a R$ 6 mil, dependendo da função. Vai funcionar na forma de adiantamento, e, quando voltar as partidas, este valor vai ser debitado nas taxas - contou.

Cumprindo o chamado isolamento social na cidade de Parelhas, a 241 km de Natal, Caio precisou diminuir o ritmo de preparação, mas não tem deixado de cuidado da forma física.

- A gente não está acostumado a treinar dentro de casa, mas tem que se adaptar. Tenho treinado praticamente todos os dias, se alimentando bem. É uma briga constante em relação à questão do peso - concluiu.

Fonte

GloboEsporte.com — Natal

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