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Relator da CPI afirma que depoimentos descartam superfaturamento na saúde

Deputado Francisco do PT defende seriedade nas compras feitas pelo Governo do Estado. A oposição alega que já há comprovação de irregularidades

Relator da CPI afirma que depoimentos descartam superfaturamento na saúde
Francisco do PT: “É cedo para tecer juízo de valor. Mas não houve danos ao erário”. Foto: ALRN
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A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte começa a tomar forma com os depoimentos ouvidos nesta quinta-feira (2), dos representantes das empresas Leão Serviço e Comércio e D-Oxxi Nordeste. Os dois responderam aos questionamentos dos deputados e esclareceram tópicos referentes às suspeitas de combinação de preços, suborno de servidores, superfaturamento e diferenças entre os produtos adquiridos e os recebidos pelo governo do Estado.

Segundo o relator da CPI, deputado estadual Francisco do PT, todos os depoimentos prestados até o momento descartam a possibilidade de ter ocorrido algum tipo de irregularidade ou superfaturamento nos contratos firmados pelo governo durante a pandemia. E que as suspeitas constantes no requerimento da CPI referentes aos contratos de compra de equipamentos de proteção individual (EPIs) – como roupas, aventais e sapatilhas – não se confirmaram.

“Ainda é cedo para tecer juízo de valor. Mas, nos depoimentos, ficou provado que não houve pagamento de vantagem ou propina, nenhum servidor pressionado, nenhum dano ao erário público ou diferenças na qualidade dos produtos entregues. Todos os itens adquiridos pelo Estado foram entregues, alguns com mudanças devido a falta de matéria-prima para a sua confecção, mas nada que afetasse ou prejudicasse o Estado”, afirmou o relator.

Em substituição a Thássila Karen dos Santos Bezerra, quem prestou depoimento pela empresa Leão Comércio e Serviço foi Paulo Ricardo Leão Ansel, que negou qualquer envolvimento com irregularidades, superfaturamento e outras denúncias e lembrou que, no auge da pandemia, os preços das matérias-primas usadas na confecção dos EPIs subiram devido à escassez destes no mercado, mas que isso não foi repassado ao Estado.

Em seguida, foi a vez do sócio da D-Oxxi Nordeste, Antônio Marques Rodrigues Alves, prestar esclarecimentos aos deputados presentes. Ele compareceu à oitiva em substituição a Kaliny Chrys da Silva Matos e foi questionado sobre a aquisição dos testes Swab e dos reagentes para uso no Laboratório Central do Rio Grande do Norte (Lacen).

“Agradecemos a presença dos senhores Paulo Ricardo Leão Ansel que mesmo arrolado como investigado, hoje falou como testemunha, e de Antônio Marques Rodrigues Alves. Mas não abriremos mão do depoimento da senhora Thássila Karen dos Santos Bezerra nesta comissão”, afirmou o presidente da CPI, deputado Kelps Lima.

Próximos depoimentos

A CPI da Covid continua as oitivas na próxima quarta-feira (8), quando os deputados ouvirão a assistente técnica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Daniele Nascimento dos Santos; o presidente da Associação Institutos de Pesquisas do Rio Grande do Norte (Assinp/RN), Fernando Aguiar de Figueiredo e a coordenadora de Promoção à Saúde da Sesap, Neuma Lúcia de Oliveira.

FONTE/CRÉDITOS: Alessandra Bernardo
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