Portal Correio do Agreste - A serviço do povo!

Quarta-feira, 24 de Julho de 2024
JATOBÁ
JATOBÁ

Política

Reforma trouxe queda no desemprego, diz O Globo

Relator da reforma trabalhista na ocasião em que exercia mandato na Câmara dos Deputados, o senador

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Reforma trouxe queda no desemprego, diz O Globo
Para o senador Rogério Marinho, agora “há no Brasil mais previsibilidade e segurança jurídica” - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Relator da reforma trabalhista na ocasião em que exercia mandato na Câmara dos Deputados, o senador Rogério Marinho comentou sobre sua atuação para que a matéria fosse aprovada, depois de editorial de “O Globo”, do Rio de Janeiro, tratando do recorde na queda de desemprego no trimestre encerrado em abril, que ficou em 7,5%, 1 ponto percentual abaixo do registrado há um ano e quase metade do resultado em 2021 (14,7%).


“Em 2017, logo após o impedimento de Dilma, fui designado relator da reforma, recebemos texto com alteração em quatro artigos e, ao final, produzimos a mais ampla modernização de uma lei que já tinha 70 anos, modificando mais de 100 artigos e trazendo o Brasil para o século 21, apesar do PT”, disse Rogério Marinho, que hoje é líder da oposição ao governo Lula, no Senado da República.

Segundo Marinho, ocorre que agora “há no Brasil mais previsibilidade e segurança jurídica na contratação, ajuda quem emprega e quem se emprega”, pois a reformulação da legislação trabalhista permitiu à adaptação às novas modalidades do trabalho “intermitente, temporário e o home-office”.
Marinho explicou que as agências de risco rating já apontam há quatro anos que a reforma trabalhista “foi importante para a definição de empregos no país”.

Publicidade

Leia Também:

O editorial do jornal “O Globo” de domingo (2), apontou que aquele “é o menor número para o período desde 2014. E tem mais: a melhora no mercado de trabalho acontece enquanto o rendimento médio continua subindo. Em um ano, ele deu um salto de 4,7%, revelam dados do IBGE. No pior momento da pandemia, ninguém previa uma recuperação tão forte”.


Segundo o editorial, “os altos e baixos do desemprego são cíclicos, mas algo aparentemente distinto parece acontecer desta vez. Tem crescido também a proporção de empregos formais, que garantem mais direitos aos trabalhadores e paridade na competição entre as empresas. No primeiro trimestre, foram firmados mais contratos com carteira assinada que no mesmo período nos dois anos anteriores. Em abril, o saldo de empregos formais, segundo o Ministério do Trabalho, alcançou 240.033 postos, melhor resultado para o mês desde 2013. O contraste com a recuperação depois da recessão entre os anos 2014 e 2016 é evidente. Na crise anterior, a retomada foi puxada por empregos informais”.

E continuou: “O que explica a criação de vagas formais? A hipótese mais provável, de acordo com os economistas, é que ela seja reflexo da reforma trabalhista feita no governo Michel Temer. Aprovadas em 2017, as mudanças passaram aos trabalhadores os custos com advogados em caso de derrota na Justiça. Ao desestimular a indústria do litígio, a reforma reduziu a quantidade de processos na Justiça do Trabalho. Com menos chances de perder tempo e dinheiro com ações trabalhistas, as empresas se sentiram seguras para contratar mais empregados formais”.

De acordo com o jornal, “a justificativa para a alta salarial tem outra natureza. Economistas especializados em mercado de trabalho acreditam que a explicação é a mudança na composição educacional da população ocupada. “Tomando o quarto trimestre de 2023 contra o quarto de 2022, 37,4% da alta da renda real derivou da melhora educacional”, afirma Luiz Guilherme Schymura, do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre).

Embora alvissareiros, segundo o editoral, “os dados sobre desocupação e renda exigem cuidados, pela pressão que exercem na inflação. Com mais dinheiro em circulação, aumenta a demanda por serviços e produtos”.

Finalmente, “O Globo” expôs que para Cláudia Moreno, economista do banco C6, “uma piora contínua das expectativas de inflação pode levar o Banco Central a pausar o ciclo de cortes no atual patamar de 10,5% ao ano”.
E concluiu: “Eventuais ajustes na política de juros poderão ter efeitos negativos na expansão do PIB, crucial para a criação de empregos. Mas, mesmo que a previsão de juros mais altos se confirme, não há motivo para o debate se perder em questões circunstanciais. O próprio trabalhador é o maior interessado no combate ao descontrole dos preços. O relevante é lembrar as condições estruturais que permitiram ao país usufruir este momento positivo no mercado de trabalho. Para criar mais e melhores empregos, é imprescindível a leitura correta das causas. Há fartura de indícios em favor de novas reformas para, de um lado, descomplicar ainda mais as relações trabalhistas e, de outro, promover novas melhorias na educação”.

FONTE/CRÉDITOS: Tribuna do Norte
Comentários:
REDECON
REDECON
REDEC
REDEC

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )