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“Plano de carreira dos médicos ainda tem muitas falhas”, diz Geraldo Ferreira

De acordo com o presidente do Sinmed-RN, o desenho do plano “é bom”, e que se implantado como foi projetado, “vai possibilitar aos médicos de Natal um

Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed-RN

O presidente do Sindicado dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), Geraldo Ferreira, avaliou que o atual plano de carreira dos médicos de Natal ainda possui “muitas falhas”. Depois de dois anos e meio de espera, a categoria, enfim, viu o plano ser implementado na gestão do prefeito Álvaro Dias (MDB) em novembro de 2018. O resultado, contudo, não agradou.

“Estamos nessa luta há seis anos, começando com Carlos Eduardo [Alves, ex-prefeito de Natal]. Durante o mandato dele não conseguimos implantar. Quando Álvaro assumiu, ele deu o primeiro passo ao implantar o plano, só que ele saiu com muitas falhas. Questões de interpretação, que, para nós, estão prejudicando a categoria médica. O prefeito tem dado abertura a negociações, mas não chegamos ainda a um bom termo”, disse Geraldo Ferreira.

De acordo com o presidente do Sinmed-RN, o desenho do plano “é bom”, e que se implantado como foi projetado, “vai possibilitar aos médicos de Natal uma carreira semelhante ao do Estado”.

Falta de estrutura e pessoal

Outra luta da categoria médica é pela resolução dos problemas de estrutura e pessoal que acometem os hospitais potiguares. Segundo Geraldo Ferreira, essa é a única forma dos médicos terem condições de atender a população a contento.

“Você tem que estar em um ambiente onde têm se recursos necessários para prestar bom atendimento à população. A maior parte das queixas que chegam a nós, culpabilizam os médicos, mas a responsabilidade é da falta de estrutura, de leitos e de equipamentos”, analisou.

Talvez a pior situação, na compreensão do presidente do Sinmed-RN, seja dos municípios do interior. Ele enxerga que o atendimento em cidades que não pertencem à Região Metropolitana está “completamente precarizado”.

“No interior, os contratos são do jeito que os gestores querem. O trabalho médico, na maior parte dos outros municípios, não tem Norte e nem carreira. Isso dificulta a interiorização do trabalho medico, que é o sonho de todo mundo”, criticou.

Suporte do Governo e da Prefeitura do Natal

Avaliando o papel do Governo do Rio Grande do Norte e da Prefeitura do Natal no auxílio ao desenvolvimento da área da Saúde, Geraldo Ferreira disse que ainda há muito a ser feito.

Uma sugestão do médico para a capital potiguar é que comece a pensar em ter um hospital próprio. “As estruturas municipais são muito improvisadas. O Hospital Municipal de Natal, por exemplo, funciona numa estrutura arrendada e que não oferece condições para prestação de serviços. A prefeitura precisa se preparar para ter uma unidade própria”, afirmou Geraldo, que acredita que, por prefeito Álvaro Dias ser médico e estar familiarizado com o sistema da saúde, “ele possa dar uma grande contribuição para a sua melhoria”.

A governadora Fátima Bezerra (PT) também foi foco da análise do presidente do Sinmed-RN. Embora admita que ainda seja cedo para expor opiniões sobre o desempenho da administração da petista, Geraldo Ferreira espera que a chefe do Executivo Estadual não repita um erro que, na opinião dele, tem sido visto com frequência nas gestões do PT.

“Normalmente, são políticas que puxam a responsabilidade total do atendimento. Eles [PT] querem que o atendimento seja feito todo em rede própria do Estado, e não gostam de parcerias com o sistema filantrópico, corporativista ou privado. Isso, se for levado como política de governo por Fátima, deverá gerar problemas. Se for insistir demais em romper demais as parcerias, corremos o risco de piorar um pouco, mas não acredito que isso deve acontecer”, explicou.

Fonte

José Aldenir / Agora RN
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“Plano de carreira dos médicos ainda tem muitas falhas”, diz Geraldo Ferreira

José Aldenir / Agora RN

O presidente do Sindicado dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), Geraldo Ferreira, avaliou que o atual plano de carreira dos médicos de Natal ainda possui “muitas falhas”. Depois de dois anos e meio de espera, a categoria, enfim, viu o plano ser implementado na gestão do prefeito Álvaro Dias (MDB) em novembro de 2018. O resultado, contudo, não agradou.

“Estamos nessa luta há seis anos, começando com Carlos Eduardo [Alves, ex-prefeito de Natal]. Durante o mandato dele não conseguimos implantar. Quando Álvaro assumiu, ele deu o primeiro passo ao implantar o plano, só que ele saiu com muitas falhas. Questões de interpretação, que, para nós, estão prejudicando a categoria médica. O prefeito tem dado abertura a negociações, mas não chegamos ainda a um bom termo”, disse Geraldo Ferreira.

De acordo com o presidente do Sinmed-RN, o desenho do plano “é bom”, e que se implantado como foi projetado, “vai possibilitar aos médicos de Natal uma carreira semelhante ao do Estado”.

Falta de estrutura e pessoal

Outra luta da categoria médica é pela resolução dos problemas de estrutura e pessoal que acometem os hospitais potiguares. Segundo Geraldo Ferreira, essa é a única forma dos médicos terem condições de atender a população a contento.

“Você tem que estar em um ambiente onde têm se recursos necessários para prestar bom atendimento à população. A maior parte das queixas que chegam a nós, culpabilizam os médicos, mas a responsabilidade é da falta de estrutura, de leitos e de equipamentos”, analisou.

Talvez a pior situação, na compreensão do presidente do Sinmed-RN, seja dos municípios do interior. Ele enxerga que o atendimento em cidades que não pertencem à Região Metropolitana está “completamente precarizado”.

“No interior, os contratos são do jeito que os gestores querem. O trabalho médico, na maior parte dos outros municípios, não tem Norte e nem carreira. Isso dificulta a interiorização do trabalho medico, que é o sonho de todo mundo”, criticou.

Suporte do Governo e da Prefeitura do Natal

Avaliando o papel do Governo do Rio Grande do Norte e da Prefeitura do Natal no auxílio ao desenvolvimento da área da Saúde, Geraldo Ferreira disse que ainda há muito a ser feito.

Uma sugestão do médico para a capital potiguar é que comece a pensar em ter um hospital próprio. “As estruturas municipais são muito improvisadas. O Hospital Municipal de Natal, por exemplo, funciona numa estrutura arrendada e que não oferece condições para prestação de serviços. A prefeitura precisa se preparar para ter uma unidade própria”, afirmou Geraldo, que acredita que, por prefeito Álvaro Dias ser médico e estar familiarizado com o sistema da saúde, “ele possa dar uma grande contribuição para a sua melhoria”.

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