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Segunda-feira, 20 de Maio de 2024
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Petróleo na Bacia Potiguar gera expectativas de emprego e renda

O anúncio de petróleo encontrado em águas ultraprofundas feito nesta semana pela Petrobras animou

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Petróleo na Bacia Potiguar gera expectativas de emprego e renda
Roberto Serquiz: papel de impacto do setor petrolífero no RN | Foto: Magnus Nascimento
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O anúncio de petróleo encontrado em águas ultraprofundas feito nesta semana pela Petrobras animou o setor produtivo do Rio Grande do Norte, que aponta a possibilidade de geração de emprego e renda com a exploração petrolífera num futuro a médio e longo prazo, além de efeitos positivos na arrecadação de ICMS. Encontrado na Bacia Potiguar, que integra a Margem Equatorial Brasileira, a perspectiva é de que a exploração em toda essa região marítima, que se estende do RN ao Amapá, gere cerca de R$ 65 bilhões, sendo R$ 10,8 bilhões só na parte potiguar.


O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, classificou a descoberta da Petrobras como “uma excelente notícia para o RN” e lembrou que o setor petrolífero tem papel de impacto na economia potiguar, sendo o que vem obtendo maior variação positiva nos últimos 12 meses, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

“Historicamente, o petróleo já é um dos principais ativos do Rio Grande do Norte. Durante décadas fomos o primeiro lugar em produção de petróleo em terra e claro que um potencial desses trará sim, emprego e renda, além de um efeito muito significativo na arrecadação de ICMS e nos royalties”, disse Serquiz.

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Mesma posição tem o especialista e analista técnico do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Robson Matos. Ele explica que enquanto outros estados com potencial de exploração na margem equatorial possuem problemas e entraves no processo de liberação de licenças, o RN está um passo à frente com descobertas como esta, tornando-se mais fácil “ser uma realidade” a exploração.

“Já possuímos grande expertise no processo de produção terrestre e águas rasas, temos uma rede qualificada de fornecedores e aliado a isso, temos a Petrobras que domina a tecnologia em águas profundas e ultraprofundas, tem ampla expertise e capacidade de produção nesse contexto”, destacou. Ele diz ainda que, se o potencial das descobertas se concretizar em produção, coloca o estado do RN literalmente em outro patamar. “As projeções poderão repercutir positivamente numa grande geração de empregos, renda e divisas para o estado”, frisou.

Sílvio Torquato: perspectivas promissoras no setor de energias – FOTO: ALEX RÉGIS/ TRIBUNA DO NORTE

No Governo do Estado, a descoberta de petróleo na bacia potiguar também foi comemorada. O secretário de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec), Sílvio Torquato, enfatizou que a Petrobras já iniciou a perfuração de poços na bacia equatorial. “Agora, com essa nova descoberta, as perspectivas para o Rio Grande do Norte são muito promissoras, tanto nas energias renováveis quanto na área do petróleo. Essa descoberta é algo muito bom. Num futuro pode gerar muitos empregos e negócios infinitos no Estado”, acrescentou.

A descoberta que está sendo comemorara trata-se de uma acumulação de petróleo em águas ultraprofundas da Bacia Potiguar, no poço exploratório Anhangá, da Concessão POT-M-762_R15. O poço 1-BRSA-1390-RNS (Anhangá) está situado próximo à fronteira entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, a cerca de 190 km de Fortaleza e 250 km de Natal, em profundidade d’água de 2.196 metros, na Margem Equatorial brasileira.


Esta é a segunda descoberta na Bacia Potiguar em 2024 e foi precedida pela comprovação da presença de hidrocarboneto no Poço Pitu Oeste, localizado na Concessão BM-POT-17, a cerca de 24 km de Anhangá. Tais descobertas ainda merecem avaliações complementares. A Petrobras é a operadora de ambas as concessões e detém 100% de participação.

Margem Equatorial
No final de março, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou levantamento mostrando que a exploração de petróleo na Margem Equatorial poderia criar 326 mil empregos, gerando um incremento de R$ 65 bilhões no PIB dos estados impactados, como Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.
“Esses números por si só mostram toda a robustez do impacto que a margem equatorial terá na geração de riquezas para nosso estado. Isso tem acontecido com grande força na Guiana, por exemplo, que hoje está despontando como um player importante na América do Sul na produção de petróleo e gás”, destaca Robson Matos, analista técnico do Sebrae/RN.

Senado debate exploração na Margem Equatorial

A Comissão de Meio Ambiente do Senado debateu em audiência pública as potencialidades econômicas das reservas de petróleo e gás na chamada margem equatorial brasileira, e sobre os desafios para a garantia de condições ambientais seguras para a exploração desses recursos.

A iniciativa do debate foi de se-nador Beto Faro (PT-PA). A chamada margem equatorial abrange uma área com mais de 2,2 mil quilômetros de litoral que vai do Rio Grande do Norte ao Oiapoque, no Amapá.

O senador Beto Faro destaca ainda que a exploração da margem equatorial é a principal aposta da Petrobras após o sucesso da exploração do pré-sal, nos planos tecnológico, econômico e ambiental. Ainda que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tenha negado o pedido da Petrobras de licença ambiental para perfurar o poço pioneiro Morpho, localizado a 175 km da costa, a autarquia não descarta essa possibilidade, caso observadas plenamente as exigências ambientais, ressalta o senador.

“Assim, havendo conformidade a padrões rígidos de proteção ambiental, na pesquisa e na eventual exploração e, considerando o cenário no qual não se vislumbra uma base técnica da economia capaz de romper, no curto/médio prazos, com a sua dependência sistêmica aos combustíveis fósseis, seria razoável para um país com as carências do Brasil abrir mão da exploração dessa riqueza que a natureza parece nos oferecer? Enfim, trata-se de um debate imprescindível para a tomada de decisão sobre o tema pelo governo brasileiro. Trazer esse debate para uma audiência pública desta comissão poderá ser de utilidade nesse processo”, conclui Beto Faro.

FONTE/CRÉDITOS: Tribuna do Norte
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