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Para Mariliz Pereira Jorge, o filho mais perigoso de Bolsonaro é Eduardo, vulgo “Bananinha”

Confira a coluna de Marcelo Hollanda desta quinta-feira (14)

Para Mariliz Pereira Jorge, o filho mais perigoso de Bolsonaro é Eduardo, vulgo “Bananinha”
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) durante sessão na Câmara. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
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O terrivelmente católico
A vida é injusta por vários motivos e às vezes por nada. O sujeito comemora o fechamento de um grande negócio, pega o avião e ele cai.

O dinheiro estava folgado naquele mês, mas o motor do carro bateu. Não há um momento de paz para quem acha que tem as respostas certas.

Na política é a mesma coisa. Os cálculos são feitos para funcionar, os acordos são azeitados, promessas empenhadas, mas um ruído por menor que seja mela os planos.

O poder e o dinheiro compram facilidades, emprestam autoconfiança e conferem capital político, mas podem ruir quando o imponderável entra em cena.

A falta de um senso de medida e de respeito para com os altos e baixos da vida está levando o Brasil para um cenário em que a única previsão possível é simples: não vai dar certo.

Com o ano eleitoral se avizinhando, um presidente terrivelmente evangélico vai a um evento terrivelmente católico em Aparecida, ouve um monte de recados e diz que não entendeu nada.

Sai de lá sob aplausos e vaias, protegido por um cinematográfico esquema de segurança, enquanto um cinegrafista de TV é agredido por um de seus seguidores sem que a PM simpatizante faça nada.

Entre o mito e o genocida, o mandatário interpreta livremente o que bem entende e ainda espera que o país compreenda porque, em meio à crise, ainda há uma conflagração em curso.

Sim, o Brasil sempre esteve a anos luz da justiça e da paz social, mas as formas pelas quais os problemas objetivos são conduzidos neste momento só não beiram a insanidade porque já chegaram lá.

Com a inflação na casa dos dois dígitos, o poder de compra se deteriorando a cada dia, o barril do petróleo alto (o que não é novidade) para o preço do dólar em real, servir a dois senhores não é possível.

Serve-se ao país ou serve-se ao caos.

Não se trata do terrivelmente isso ou aquilo; é apenas alguma sensatez diante das incertezas normais da vida.

Por enquanto, a única coisa certa é que ainda haverá uma eleição presidencial no ano que vem como maneira de conciliarmos um pouco de fé e esperança no que reserva o dia de amanhã.

Quando ainda houver uma noite entre os dias e algum bom senso nas cabeças da jovem República brasileira, que assim seja.

Bebiano e Guedes
Quando Gustavo Bebiano, o aliado de primeira hora do candidato Jair Bolsonaro e homem que subiu no banquinho para conflagrar os caminhoneiros contra o governo Michel Temer, morreu de repente, sem que nenhuma homenagem lhe fosse prestada pelo mandatário, um legado sobrou dessa triste relação. Atende pelo nome de Paulo Guedes, o ministro da Economia.

Elo da corrente
Foi Bebiano que levou Guedes ao coração do poder e este pôde exercitar seus conceitos liberais da Economia, que nunca conseguiram perfurar a carapaça fisiológica e reacionária do presidente eleito. Abandonado pela família presidencial, um morreu, enquanto o outro foi se moldando como um líquido ao formato da garrafa.

Só na ditadura
A ideia de que é possível construir poder só com a própria família, amigos e aliados já foi possível quando as relações imperiais reinavam no mundo. E mesmo nos castelos medievais ou da Antiguidade mais remota a conspiração reinava a toda. Hoje, com o advento da democracia representativa, governar é uma tarefa que vai além de comprar com dinheiro do orçamento tudo o que se precisa para ter apoio político. E isso por uma razão elementar: não se compra tudo e todos. Fora disso, é ditadura e aí as coisas se tornam mais fáceis para o ditador, a família e os amigos dele.

Bananinha
Para a jornalista Mariliz Pereira Jorge, o filho mais perigoso (e ambicioso) do clã Bolsonaro é Eduardo, vulgo Bananinha, aquele que saiu com um revólver na cintura em famosa imagem com o pai e os irmãos. Ela alega que Eduardo tem andado “de braços dados” com figuras que estão de olho no Brasil, como Steve Banon, o guru global da direita populista, e Jason Miller, dono da rede social Gettr, com ambições a concentrar a extrema-direita. “Enquanto fazemos piada com a homofobia de Eduardo Bolsonaro, ele garante que as eleições do ano que vem sejam o caos e dinamitem o estado democrático”, afirma. Será que é tanto poder assim?

Ação presidencial
Em meio à estagnação da produção e da escalada da inflação, o presidente Jair Bolsonaro tirou tempo para responder às críticas que a apresentadora Xuxa, a ex-rainha dos baixinhos, fez contra ele nas redes sociais. Xuxa havia pedido que quem o apoiasse deixasse de segui-la. “Se você apoia a Xuxa, peço que nos siga”, respondeu Bolsonaro. “Seria uma satisfação apontar fatos omitidos para que possamos sempre melhorar e unir nosso país!”- acrescentou em tom presidencial. A apresentadora criticou uma fala do presidente na qual ele reclama de ter sido barrado ao tentar assistir a um jogo do Santos no último domingo. A Vila Belmiro recebeu apenas o público que apresentou comprovante de vacinação e isto, é claro, Bolsonaro não topou fazer.

FONTE/CRÉDITOS: Marcelo Hollanda
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