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Ação do Solidariedade foi “casuística” e de “cunho eleitoral”, diz deputado

Deputado estadual condena deputados, especialmente Kelps Lima, por irem à Justiça acusando o Estado de guardar dinheiro em caixa enquanto servidores t

Deputado estadual Francisco do PT

O deputado estadual Francisco do PT, líder do partido na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, criticou a ação protocolada na Justiça pela bancada do Solidariedade que pede o bloqueio de supostos recursos do Estado para pagar salários de servidores que estão atrasados. Para Francisco, a ação foi “casuística” (embasada em informações falsas) e os autores têm objetivos eleitorais.

“É um direito da bancada do Solidariedade, mas é uma ação casuística, precipitada, com cunho meramente eleitoral e baseada em uma informação de bastidor”, afirmou o parlamentar, em entrevista nesta quinta-feira, 7, ao programa Manhã Agora, da Agora FM (97,9).

Representados pelo advogado Fábio Dantas, ex-vice-governador na gestão de Robinson Faria (2015-2018), os deputados Allyson Bezerra, Cristiane Dantas e Kelps Lima – que formam a bancada do Solidariedade na Assembleia Legislativa – acusaram na Justiça a gestão da governadora Fátima Bezerra de guardar em caixa cerca de R$ 400 milhões, enquanto as folhas salariais de novembro e dezembro do ano passado e o 13° salário de 2017 e 2018 estão em aberto parcial ou totalmente. Eles pedem que a Justiça determine o bloqueio desse valor para pagamento dos salários atrasados.

O Governo do Estado negou que tenha R$ 400 milhões em caixa. Em um demonstrativo apresentado pelo secretário Aldemir Freire (Planejamento e Finanças), a gestão estadual revelou ter apenas R$ 69,5 milhões, dos quais R$ 59 milhões estariam comprometidos com despesas já empenhadas. A administração Fátima Bezerra anunciou ontem as datas para pagamento da folha de fevereiro e segue sem estabelecer quando irá quitar as folhas herdadas do governo Robinson.

As argumentações não convenceram Kelps Lima, que exige a assinatura de Fátima Bezerra nos documentos e o comparecimento de Aldemir Freire para prestar esclarecimentos na Assembleia. Francisco do PT condenou o posicionamento: “O deputado Kelps disse que não ia aceitar informação de WhatsApp, mas aceitou informação extraoficial, de bastidor, para ingressar com a ação. Sequer apurou se a informação era verídica ou não. O Governo não está se negando a passar as informações”.

Para o líder do PT na Assembleia, a ação do Solidariedade evidencia um objetivo maior. “Com todo o respeito, parece-me mais outra coisa. O deputado Kelps nunca escondeu o desejo de ocupar uma função no Executivo. Há quem diga que essa ação já é o deputado demarcando terreno para um eventual embate eleitoral em 2020. Se é isso, é muito precipitado. Temos de ter um cuidado. O que o povo potiguar espera agora é a resolução dos problemas de agora”.

Francisco do PT também criticou o que classificou como falta de tolerância de parlamentares com a governadora Fátima Bezerra. “Todo parlamento dá uma tolerância mínima quando um governo inicia sua gestão. Alguns parlamentares não estão dando essa tolerância. Queriam que Fátima tivesse entrado e resolvido os problemas que ela pegou no Estado como herança de gestões anteriores”, complementou. E falou sobre Fábio Dantas, que assina a ação como advogado: “Me espanta muito que a ação tenha sido assinada por ele. Acho estranho que ele não tenha feito isso quando era vice-governador do Estado.

Fonte

Eduardo Maia / ALRN
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Ação do Solidariedade foi “casuística” e de “cunho eleitoral”, diz deputado

Eduardo Maia / ALRN

O deputado estadual Francisco do PT, líder do partido na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, criticou a ação protocolada na Justiça pela bancada do Solidariedade que pede o bloqueio de supostos recursos do Estado para pagar salários de servidores que estão atrasados. Para Francisco, a ação foi “casuística” (embasada em informações falsas) e os autores têm objetivos eleitorais.

“É um direito da bancada do Solidariedade, mas é uma ação casuística, precipitada, com cunho meramente eleitoral e baseada em uma informação de bastidor”, afirmou o parlamentar, em entrevista nesta quinta-feira, 7, ao programa Manhã Agora, da Agora FM (97,9).

Representados pelo advogado Fábio Dantas, ex-vice-governador na gestão de Robinson Faria (2015-2018), os deputados Allyson Bezerra, Cristiane Dantas e Kelps Lima – que formam a bancada do Solidariedade na Assembleia Legislativa – acusaram na Justiça a gestão da governadora Fátima Bezerra de guardar em caixa cerca de R$ 400 milhões, enquanto as folhas salariais de novembro e dezembro do ano passado e o 13° salário de 2017 e 2018 estão em aberto parcial ou totalmente. Eles pedem que a Justiça determine o bloqueio desse valor para pagamento dos salários atrasados.

O Governo do Estado negou que tenha R$ 400 milhões em caixa. Em um demonstrativo apresentado pelo secretário Aldemir Freire (Planejamento e Finanças), a gestão estadual revelou ter apenas R$ 69,5 milhões, dos quais R$ 59 milhões estariam comprometidos com despesas já empenhadas. A administração Fátima Bezerra anunciou ontem as datas para pagamento da folha de fevereiro e segue sem estabelecer quando irá quitar as folhas herdadas do governo Robinson.

As argumentações não convenceram Kelps Lima, que exige a assinatura de Fátima Bezerra nos documentos e o comparecimento de Aldemir Freire para prestar esclarecimentos na Assembleia. Francisco do PT condenou o posicionamento: “O deputado Kelps disse que não ia aceitar informação de WhatsApp, mas aceitou informação extraoficial, de bastidor, para ingressar com a ação. Sequer apurou se a informação era verídica ou não. O Governo não está se negando a passar as informações”.

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