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A luta contra lobby da poderosa Associação Nacional do Rifle

Em meio ao luto pelas vidas perdidas em Suzano, misturamos tristeza com muita indignação

Em meio ao luto pelas vidas perdidas em Suzano, misturamos tristeza com muita indignação. Nossa revolta dirige-se, especialmente, à campanha, do atual presidente da República e seu grupo, para disseminar a posse de armas.

A tragédia nos traz à memória a luta dos meninos e meninas, sobreviventes do massacre em Parkland, Flórida, que converteram o trauma sofrido em um movimento de prevenção da violência armada e mobilização para engajar os jovens nas eleições para confrontar o lobby da indústria de armas.

Faz um ano e um mês que a Douglas High foi palco de um dos piores massacres escolares da história dos Estados Unidos. No dia de São Valentim, equivalente ao nosso dia dos namorados, 14/02/2018 em Parkland, Flórida, 17 pessoas, entre alunos e professores, foram mortas e 17 outras foram feridas. Um jovem de 19 anos, matriculado em um curso para adultos que não concluíram o ensino médio, armado de um rifle AR-15, abriu fogo, indiscriminadamente, nos corredores da escola.

Sobreviventes da chacina lideram o movimento March For Our Lives (Marcha por Nossas Vidas) que levou quase um milhão de manifestantes às ruas de Washington e incentivou 800 marchas similares pelo mundo.

A violência armada presente em nossa vida cotidiana

Delaney Tarr, uma ex-aluna da Douglas e líder do movimento, explica:

O movimento March For Our Lives é um movimento dedicado à prevenção da violência armada e mobilização de eleitores e engajamento dos jovens, porque esse é o ponto crucial de nosso país. Quer dizer, a violência armada é algo que permeia praticamente todos os aspectos de nossas vidas, mesmo que não percebamos isso. A violência policial é uma forma de violência armada. O abuso doméstico é uma forma de violência armada. A educação é interrompida pela violência armada. As pessoas não podem ir a igrejas, shows, praticamente em qualquer lugar sem serem baleadas. E quando as pessoas percebem o quanto isso afeta nossa vida cotidiana, eu acho que elas percebem a gravidade disso e o quanto algo precisa mudar.

E, é claro, como sempre dizemos, a melhor maneira de criar essa mudança é através do voto, porque temos nossas pautas, mas se os líderes responsáveis, não aprovarem esses pontos, se eles não adotarem as medidas necessárias, então temos que eliminá-los da política. E quem melhor do que os jovens para fazer isso?

Somos um grande grupo de eleitores, mas apenas um em cada cinco jovens na nossa idade votam. Se conseguirmos mudar isso, então poderíamos influenciar praticamente todas as eleições a nosso favor. Nós poderíamos controlar quem tem o poder neste país.

O maior lobby em favor da indústria de armas

NRA - National Rifle Association (Associação Nacional do Rifle) - é conhecida por representar o mais poderoso lobby da indústria armamentista sobre os políticos dos Estados Unidos. A associação assim se define:

National Rifle Association é a mais antiga organização de direitos civis dos Estados Unidos. Juntamente com nossos mais de cinco milhões de membros, somos orgulhosos defensores dos patriotas da história e diligentes protetores da Segunda Emenda [que diz: “Uma milícia bem regulamentada, sendo necessária à segurança de um Estado livre, o direito do povo de manter e portar armas, não será infringido.].

Delaney Tarr sempre denuncia o poder que a NRA exerce sobre as casas legislativas norte-americanas:

Eu aprendi quanto dinheiro e corrupção há na política, com que frequência essas pessoas não estão representando seus eleitores, mas estão representando seus bolsos. E isso é perturbador e nós realmente não deveríamos ter isso na política, mas especificamente a NRA, um grupo que sufoca tantos legisladores.

O dinheiro que eles estão canalizando para os bolsos dessas pessoas, para suas carteiras, é o que está controlando essas decisões. É o que lhes permitiu ficar no poder por muito tempo. E temos que esclarecer que isso não é um ataque aos membros da NRA, porque esses são, muitas vezes, donos de armas cumpridores da lei.

Mas nosso movimento está atacando a raiz do mal. Está atacando a organização que levou a tanta corrupção em nosso país, que levou a essas ridículas leis de armas em tantos estados. E é isso que precisamos derrubar. É isso que precisamos expor porque, quando expomos essa injustiça, é que podemos começar a conversar e mudar o diálogo.

“Uma geração de fuzilamentos em massa”

Ao programa 60 minutes, gravado um mês após a tragédia, Cameron Kasky, aluna da escola e sobrevivente, afirmou:

Somos uma geração de fuzilamentos em massa. Eu nasci alguns meses depois do massacre de Columbine [13 mortos, 23 feridos, os dois assassinos se suicidaram]. Eu tenho 17 anos e temos 17 anos de fuzilamentos em massa.

Desarma Brasil

O início de uma nova campanha para desarmar o Brasil não traria de volta as vidas tragicamente desperdiçadas em Suzano. Evitaria, no entanto, muitas outras mortes. Armas só prestam para matar.

Nota: Para ver a entrevista completa, em inglês, de Delaney Tarr ao Salon Talks: https://www.salon.com/tv/e/608179/c/3949

GRAFICO

“Venha Mr. Feis. Muitos de nós quer conhecê-lo.” Mr. Feis refere-se a Aaron Feis, técnico e monitor que morreu em Parkland protegendo crianças. Por Pia Guerra.

Fonte

CÉSAR LOCATELLI do brasil247
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A luta contra lobby da poderosa Associação Nacional do Rifle

CÉSAR LOCATELLI do brasil247

Em meio ao luto pelas vidas perdidas em Suzano, misturamos tristeza com muita indignação. Nossa revolta dirige-se, especialmente, à campanha, do atual presidente da República e seu grupo, para disseminar a posse de armas.

A tragédia nos traz à memória a luta dos meninos e meninas, sobreviventes do massacre em Parkland, Flórida, que converteram o trauma sofrido em um movimento de prevenção da violência armada e mobilização para engajar os jovens nas eleições para confrontar o lobby da indústria de armas.

Faz um ano e um mês que a Douglas High foi palco de um dos piores massacres escolares da história dos Estados Unidos. No dia de São Valentim, equivalente ao nosso dia dos namorados, 14/02/2018 em Parkland, Flórida, 17 pessoas, entre alunos e professores, foram mortas e 17 outras foram feridas. Um jovem de 19 anos, matriculado em um curso para adultos que não concluíram o ensino médio, armado de um rifle AR-15, abriu fogo, indiscriminadamente, nos corredores da escola.

Sobreviventes da chacina lideram o movimento March For Our Lives (Marcha por Nossas Vidas) que levou quase um milhão de manifestantes às ruas de Washington e incentivou 800 marchas similares pelo mundo.

A violência armada presente em nossa vida cotidiana

Delaney Tarr, uma ex-aluna da Douglas e líder do movimento, explica:

O movimento March For Our Lives é um movimento dedicado à prevenção da violência armada e mobilização de eleitores e engajamento dos jovens, porque esse é o ponto crucial de nosso país. Quer dizer, a violência armada é algo que permeia praticamente todos os aspectos de nossas vidas, mesmo que não percebamos isso. A violência policial é uma forma de violência armada. O abuso doméstico é uma forma de violência armada. A educação é interrompida pela violência armada. As pessoas não podem ir a igrejas, shows, praticamente em qualquer lugar sem serem baleadas. E quando as pessoas percebem o quanto isso afeta nossa vida cotidiana, eu acho que elas percebem a gravidade disso e o quanto algo precisa mudar.

E, é claro, como sempre dizemos, a melhor maneira de criar essa mudança é através do voto, porque temos nossas pautas, mas se os líderes responsáveis, não aprovarem esses pontos, se eles não adotarem as medidas necessárias, então temos que eliminá-los da política. E quem melhor do que os jovens para fazer isso?

Somos um grande grupo de eleitores, mas apenas um em cada cinco jovens na nossa idade votam. Se conseguirmos mudar isso, então poderíamos influenciar praticamente todas as eleições a nosso favor. Nós poderíamos controlar quem tem o poder neste país.

O maior lobby em favor da indústria de armas

NRA - National Rifle Association (Associação Nacional do Rifle) - é conhecida por representar o mais poderoso lobby da indústria armamentista sobre os políticos dos Estados Unidos. A associação assim se define:

National Rifle Association é a mais antiga organização de direitos civis dos Estados Unidos. Juntamente com nossos mais de cinco milhões de membros, somos orgulhosos defensores dos patriotas da história e diligentes protetores da Segunda Emenda [que diz: “Uma milícia bem regulamentada, sendo necessária à segurança de um Estado livre, o direito do povo de manter e portar armas, não será infringido.].

Delaney Tarr sempre denuncia o poder que a NRA exerce sobre as casas legislativas norte-americanas:

Eu aprendi quanto dinheiro e corrupção há na política, com que frequência essas pessoas não estão representando seus eleitores, mas estão representando seus bolsos. E isso é perturbador e nós realmente não deveríamos ter isso na política, mas especificamente a NRA, um grupo que sufoca tantos legisladores.

O dinheiro que eles estão canalizando para os bolsos dessas pessoas, para suas carteiras, é o que está controlando essas decisões. É o que lhes permitiu ficar no poder por muito tempo. E temos que esclarecer que isso não é um ataque aos membros da NRA, porque esses são, muitas vezes, donos de armas cumpridores da lei.

Mas nosso movimento está atacando a raiz do mal. Está atacando a organização que levou a tanta corrupção em nosso país, que levou a essas ridículas leis de armas em tantos estados. E é isso que precisamos derrubar. É isso que precisamos expor porque, quando expomos essa injustiça, é que podemos começar a conversar e mudar o diálogo.

“Uma geração de fuzilamentos em massa”

Ao programa 60 minutes, gravado um mês após a tragédia, Cameron Kasky, aluna da escola e sobrevivente, afirmou:

Somos uma geração de fuzilamentos em massa. Eu nasci alguns meses depois do massacre de Columbine [13 mortos, 23 feridos, os dois assassinos se suicidaram]. Eu tenho 17 anos e temos 17 anos de fuzilamentos em massa.

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